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Às favas a generosidade palaciana - Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

05 de Maio de 2020 às 16:59

Foto: Divulgação

Como presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Rondônia, o deputado estadual Adelino Follador deixou claro que não somente votaria contra como também trabalharia para enterrar de uma vez por todas um malsinado projeto de lei do Executivo que pretende facilitar a vida de empresas inadimplentes com o erário, como uma conhecida concessionária de energia elétrica. Dito e feito. Quem achou que CCJR curvar-se-ia à vontade palaciana, caiu no cavalo. Se havia alguma possibilidade de o governo de Rondônia distribuir prebendas à custa do sacrifício do contribuinte, detonou-a a CCJR, mostrando que os ventos moralizadores que arejam os quatro quadrantes do país chegaram a ALE-RO antes do previsto.

É claro que a população não esperava por outra decisão. Isso porque a politica precisa ser um instrumento da vida social e refletir as exigências e os anseios da coletividade, nos seus diferentes aspectos. A politica de interesses de grupos caducou, não cabe mais na moldura dos tempos atuais, enfim, virou coisa fora de moda. De outro lado, essa derrota apenas evidenciou que Executivo não possui uma articulação politica consistente – pelo menos na acepção e grandeza que o termo conota. Em vez disso, constrói pontes muito frágeis com o Legislativo, a ponto não de conseguir garantir os apoios desejados e indispensáveis à aprovação de suas medidas. A decisão da CCJR mostrou que os tempos são outros. Na versão de alguns observadores, o Legislativo está solto. A época da canga ficou no passado.

O governo pagou para ver – e viu. Tão cedo seus olhos se deixaram anuviar totalmente do estrago sofrido pela tentativa infrutífera. Ao rejeitar a proposta do Executivo, a CCJR adotou uma postura de responsabilidade. Agiu não de olho nas próximas eleições, mas preocupada com os sagrados interesses da população, deixando de lado o estágio reducionista do toma-lá-dá-cá para tratar em outro nível dos temas que precisam ser colocados além do jogo politico e do embate entre situação e oposição.

 

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