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OPINIÃO: As bestas do apocalipse - Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

28 de Abril de 2020 às 09:46

Foto: Divulgação

As bestas do apocalipse estão radiantes com a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça. Pobres diabos! Acham que Moro perdeu alguma coisa. Quem perdeu foram o governo do presidente Jair Bolsonaro e, principalmente, as pessoas sérias e decentes deste país, que o veem como um homem de bem, alguém que passou por cargos públicos, ocupou funções de destaque, engordou sua biografia com episódios em que a verticalidade do seu caráter serviu de exemplo.

O ex-ministro agiu com agem as pessoas decentes. Moro abraçou um projeto de governo, não de poder. Foi leal aos seus amigos e serviu ao seu país sem jamais esperar compensações. Não bajulou, não caluniou, não cedeu em suas convicções para obter favores, atitudes que destoa do mundo em que as bestas do apocalipse vivem e aceitam como natural.  Não é à toa que ele angariou respeito e admiração de parcela expressiva da população brasileira e mundial, que busca colher nele exemplos que, com algum esforço, podem ser esporadicamente imitados.

Vivemos num país onde, para algumas cabeças ocas, honestidade virou palavrão, brasileiro é considerado bobo quando exerceu cargos públicos, ocupou funções de destaque, e não roubou. Mas isso é coisa que as hienas não compreendem. Afinal, elas passaram anos tecendo loas ao esquerdismo malandro, que chegou ao poder falsamente pugnando por um regime de classes, que se já mostrou desastroso socialmente por toda parte. Sua ideologia, superstições e preconceitos políticos, heranças do passado morto, foram superados. Mesmo assim, essa gente insiste em manter-se na crista da onda politica nacional, mas a maioria da população já deixou claro que gado e cegos são os que se acostumaram a endeusar políticos corruptos.

O tempo passa, o mundo se transforma, nações surgem e outras morrem, países se conflagram, regimes políticos desabam no pó, a modernidade avança em muitos pontos, mas essa turma permanece abraçada a políticos canalhas, administradores cúpidos, mergulhados numa estrutura podre, imobilizada pela prática de métodos condenáveis à luz da ética. Comprovadamente, essa gente acostumou-se a viver num Brasil de safadezas, de truques, de jeitinhos, de mutretas e de patifarias. E, o que é pior, ainda se atreve a chamar de gado os que pensam diferentes.

Direito ao esquecimento

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