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Julgamento popular - Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

11 de Abril de 2020 às 08:19

Foto: Divulgação

Logo mais, Porto Velho viverá mais um momento importante em sua história, que terá reflexos profundos, sobretudo na vida da população. Pelo voto democrático, vamos escolher o prefeito e vinte e um vereadores, que, a partir de janeiro de 2021, vão comandar os destinos do município, por um período de quatro anos.

 

Aproxima-se a hora do julgamento popular. Executivo e Legislativo serão avaliados. O momento é de reflexão, de responsabilidade. É preciso pensar, seriamente, antes de apertar as teclas da urna eletrônica, para não correr o risco de escolher um canalha, travestido de cidadão decente, que só quer chegar ao poder para locupletar-se do dinheiro público, em detrimento dos legítimos interesses da população.

 

Antes de votar, porém, convém que o eleitor analise, com cuidado, se escolheu, corretamente, o seu representante para a Câmara Municipal, na eleição anterior. Se o escolhido realizou algum trabalho, alguma obra em proveito da coletividade e, o que é mais importante, se honrou o exercício da função, atuando com honestidade, seriedade e transparência no trato da coisa pública, ou, então, se apenas usou o mandato conquistado nas urnas para deleite pessoal ou de grupos.

 

Levantamento realizado recentemente pelo site o Observador aponta que teremos uma briga de foice para as vinte e uma cadeiras da Câmara Municipal. Estima-se que mais trezentos pré-candidatos entrarão no ringue. Há, entre eles, muita gente boa. Mas há, também, muitos mentirosos e incompetentes, que querem chegar ao poder não com o intuito de contribuir de alguma maneira para melhorar as condições de vida da população, mas, sim, para colherem as melhores castanhas no braseiro. Move-os, apenas, o desejo onírico, a ganância, o sentimento de vaidade, de transformar o mandato em instrumento de barganha.

 

Se a palavra de ordem hoje é renovação, como dizem alguns, que ela recai sobre aqueles que, realmente, desejam mudar a face deformada da nossa cidade, sem, contudo, menosprezar o trabalho, a competência, a honestidade e sinceridade dos que, de fato, merecem, e já demonstraram isso.    

Direito ao esquecimento

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