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Governo do Estado e prefeitura precisam falar a mesma língua - Por Valdemir Caldas

COLUNA

30 de Março de 2020 às 09:42

Mais avança a consolidação do estado de direito, mais se faz necessário buscar o entendimento. Os altos interesses públicos, numa verdadeira democracia, precisam superar todos os demais interesses, porque somente assim o bem público estará assegurado. Quando, porém, questões cuja solução deveria repousar na adequada audiência das partes, têm seu equacionamento entregue à postura eleitoreira de qualquer delas, aí, então, mais nos afastaremos do estado de direito.

 

Ilustração do que se afirma acima pode ser observado no comportamento do governador de Rondônia, Marcos Rocha, e do prefeito de Porto Velho, doutor Hildon Chaves, no que se refere à adoção de medidas para o combate à epidemia no novo coronavírus. Ora o governador diz uma coisa; ora seu secretário de saúde segue noutra direção. Ora o prefeito fala uma coisa; ora a secretária da Semusa intenciona outra. No fundo, ninguém se entende. Nossas autoridades estão mais perdidas do que cego em tiroteio. Quando se esperava que suas excelências deixassem de lado as questões ideológicas e partidárias e passassem a falar a mesma língua, o que se nota é exatamente o contrário.

 

Aliado de todas as horas do presidente Jair Bolsonaro, o governador já deixou claro que é capaz de mover céus e terra para não decepcionar o chefe da Nação, enquanto o prefeito parece mais preocupado em agradar seu correligionário e governador de São Paulo, o tucano João Dória, que, em menos de seis meses, passou de aliado a adversário de Bolsonaro. Lembrando, porém, que Dória quer ser candidato à presidência da República.

 

Assim, na briga do mar com o rochedo, quem leva a pior é o marisco. Enquanto nossos dirigentes perdem tempo com discussões inúteis, que vão do nada a lugar nenhum, quem sai no prejuízo é a população, cada vez mais vulnerável à pandemia do coronavírus, quando o bom senso recomenda que se coloquem as divergências de lado e sentem-se à mesa para buscar alternativas que concorram para ajudar a população a superar o problema. Certo ou errado?

Direito ao esquecimento

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