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O silêncio de Hildon

COLUNA

04 de Fevereiro de 2020 às 10:24

Até agora, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), não disse se disputará a reeleição. Enquanto isso permanece o segredo que aquela autoridade mantém e que, por isso mesmo, vem causando tensões entre correligionários. Na hipótese de o doutor Hildon desistir de concorrer, nomes como dos vereadores tucanos Maurício Carvalho e Alan Queiroz estariam sendo analisados dentro da hoste partidária a quem ambos pertencem.

 

Até a extinção do prazo estabelecido pela legislação eleitoral para a realização das convenções partidárias, muita água ainda vai correr debaixo da ponte. Por enquanto, ainda é muito cedo para avaliar o desempenho desse ou daquele pré-candidato. A vereadora Cristiane Lopes preferiu não esperar. Em pronunciamento feito da tribuna da Câmara Municipal, durante a sessão solene de abertura do primeiro período legislativo de 2020, que aconteceu segunda-feira (3), a representante do PP confirmou sua pré-candidatura à prefeitura da capital.

 

Em 2018, Cristiane Lopes disputou o cargo de deputado federal, conquistando quase vinte e um mil votos, resultado do extraordinário trabalho que vem realizado no parlamento municipal. Trata-se de uma vereadora atuante e versátil, que não pode, assim, ser desdenhada. O anuncio de sua pré-candidatura, com certeza, vai tirar o sono de muita gente.

 

Enquanto isso corre nos bastidores a notícia de que Léo Moraes teria desistido de disputar a sucessão municipal, algo, a meu ver, no mínimo, estranho, já que se sentar na principal cadeira do palácio Tancredo Neves é o sonho acalentado pelo jovem deputado federal desde sua passagem pela Câmara Municipal. E um dos motivos da desistência seria a falta de recursos do partido, o Podemos, para bancar a campanha, cujos custos são elevadíssimos.

 

Neste momento, quando alguns pré-candidatos começam a desensarilhar as armas que pretendem usá-las na disputa, cabe à população, independente do silêncio do prefeito Hildon Chaves, proceder a uma profunda reflexão a respeito das eleições que se avizinham, até para não repetir os mesmos erros.

Direito ao esquecimento

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