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OPINIÃO DE PRIMEIRA – voltou o ciclo da baderna, com o fechamento ilegal da BR 364 – Por Sergio Pires

COLUNA

30 de Julho de 2013 às 08:21

Foto: Divulgação

Mais um início de semana para irritar, junto com os escândalos políticos, o risco da volta da inflação, a violência indomada. Sem autoridade que faça cumprir a lei, qualquer um que se sinta prejudicado, pode, impunemente, fechar a BR 364. Virou uma baderna, descontrolada, sob os olhares impotentes e pasmos das autoridades competentes, que fazem de conta que só valem os direitos de alguns e não os da imensa maioria. Qualquer um que se diga líder de alguma coisa; que tenha alguma reivindicação - tem que se reconhecer que há lutas justas e necessárias, desde que não invadam os direitos alheios -, pode parar o trânsito e prejudicar milhares de pessoas. Esculhambação. Na semana passada, mais uma vez, grupo de moradores de Jacy Paraná fechou a rodovia. O principal mote da luta dos moradores era baseado num boato. Nesta segunda, outro fechamento, dessa vez Em Candeias, próximo a Porto Velho, por outra categoria, a dos motoristas, parou tudo.
É a sociedade quem exige o cumprimento das leis e o respeito ao sagrado direito de ir e vir. Que todos façam suas reivindicações, que tenham suas lutas e exigências. Mas que respeitem os que nada têm a ver com a história. Interromper o único acesso que Rondônia tem com o centro sul e com o Acre, é um atentado contra 99% da população. É desrespeito, é acinte. Os pedidos de Jacy Paraná são importantes, mas há caminhos para serem discutidos. E estão sendo. Já os desta segunda, com alguns motoristas protestando contra um decreto do Estado em relação aos táxis lotação é discutível. Mas, na essência, a coletividade não tem nada a ver com essa baderna. Se a lei serve para alguns, porque não serve para todos? Até quando suportaremos essas ações, vendo nossas autoridades de braços cruzados, ignorando os direitos da grande maioria?
VAI DAR NEGÓCIO!
O secretário de Desenvolvimento, Emerson Castro, voltou do sul do país. Foi visitar uma fábrica de tratores em Santa Catarina, que poderá vir para Rondônia e também conhecer, no Rio Grande do Sul, cidades onde a produção do couro e do calçado são destaques no país e mundo afora. Em Novo Hamburgo, Emerson teve apoio do empresário e professor Kurt Joaquim Luft, que lhe abriu inúmeras portas. Em Estância Velha, capital nacional dos curtumes, Emerson esteve com o prefeito Waldir Dilken e visitou empresas. Vai dar bons negócios para o Estado!
LOUCOS E CELERADOS
Fazendo de conta que não sabem de nada, governos fecham os olhos para os ataques do grupo Black Bloc, mais um estrangeirismo que chega, só que dessa vez com o tom da destruição. Polícia, Ministério Público e Judiciário calam-se ante ataques violentos, de terror, impetrados por bandidos mascarados, membros deste grupo de anarquistas que nasceu na Europa, invadiu os Estados Unidos e agora chega ao Brasil. Os ataques em São Paulo na semana passada foram anunciados nas redes sociais. Ninguém sabia?
DEMOROU DEMAIS!
Com exceção do prefeito Mauro Nazif e do secretário de obras de Porto Velho, Gilson Nazif, todos comemoraram a decisão de devolver as obras dos viadutos ao Dnit. Até o procurador do Ministério Público Federal, Reginaldo Trindade, deixou escapar que o prefeito deveria ser cumprimentado pela decisão, mas lamentou a grande demora para a tomada da medida: quase sete meses. Reginaldo disse que agora o MPF vai ficar em cima do Dnit "diuturnamente", segundo suas próprias palavras, para exigir que as obras andem. Esperemos, pois!
AMIR CONTA OS DIAS
Amir Lando não sai de Brasília. Anda sempre de olho no prédio do Congresso. Conta os dias para a chegada de agosto, quando a Câmara Federal deverá oficializar a cassação de Natan Donadon, preso e cumprindo pena, mas ainda deputado. Tão logo os deputados cassem seu ainda companheiro, Amir será chamado para voltar ao parlamento. Há longo tempo afastado de Rondônia, na última eleição não passou dos 8.593 votos. Mas é o primeiro suplente e ocupará a cadeira que Donadon deixou vazia.
FORA DOS TRILHOS
Novo escândalo na praça. Daqueles que a gente, quando fica sabendo, não imaginava que poderia ser tão grande e tão maior que outros tantos, envolvendo nossos líderes políticos. Agora o caso enrola os governos tucanos de São Paulo, com superfaturamento na compra de trens. Toda a trama foi denunciada pela revista Isto É! (surpreendentemente com pouca repercussão no restante da mídia) e os desvios em 20 anos podem chegar a mais de 420 milhões de reais. Se for verdade, é coisa terrível. Será que, por envolver tucanos de alta plumagem, o assunto não vai em frente?
EXEMPLO PARA TODOS
Claro que há recursos. O caso vai longe. Mas é importante destacar sentença do juiz da 1ª Vara Cível de Porto Velho, que condenou a Eletrobras a pagar 3 mil reais de indenização a um consumidor. Ele entrou na Justiça depois que sua cidade, Itapuã do Oeste, ficou durante 12 horas ininterruptas sem energia, em janeiro. Sofreu sérios prejuízos, inclusive perdendo todas as mercadorias que tinha armazenadas. Se todos os prejudicados pela ex-Ceron recorressem à Justiça, a estatal se obrigaria a tratar melhor seus consumidores. Senão, poderia quebrar, só pagando multas...
PERGUNTINHA
Teremos alguma novidade, nesta semana, com relação aos envolvidos na complexa Operação Apocalipse?
Direito ao esquecimento

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