Momento Lítero Cultural - Por Selmo Vasconcellos

Momento Lítero Cultural - Por Selmo Vasconcellos

Foto: Divulgação

CELI LUZ – Rio de Janeiro, RJ – Nossa homenageada.

ESTRELA

No berçário de estrelas ele diz seus versos
e o universo o aplaude.
Doce violino como aura do poeta
acompanha sua boca e o brilho dos olhos.
A melodia das palavras sobrevoa
leve como o pólen e pousa
e (en)canta com sua voz de vinho.
Plateia-colibri paira no ar
respiração suspensa, gole por gole
onde as palavras têm asas
onde nascem as estrelas.

FEITIÇO DA LUA

Leques da palmeira no salão da lua
cavalheiro estende a mão.
Para nós, um violão se faz
uma luz se faz.
O que importa, se o dia vai raiar?
É agora,
ou será tarde demais.

ENCONTRO

Carro estrada acima
para levar a tarde.
Desmaia o branco
na casa da colina.
No milharal, se perde
entre os braços
do vento.

INVERSO

o que seria
do outro lado
para quem subia
nuances verdejantes
onde não havia
via
o verde florescia
sem para onde
uma quina de escada
nada via
os degraus subia

os degraus subia
nada via
uma quina de escada
sem para onde
o verde florescia
onde não havia
via
nuances verdejantes
para quem subia
do outro lado
o que seria

SEM ESTRESSE

Move-se no azul
a balada das manhãs
além do agito da cidade.
Explode sementes
e chuva de beijos
em harmonia com a Mãe Terra.
Prenhe de versos
abelha de flores silvestres
de quero-queros
de amigos sinceros.

Direito ao esquecimento

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