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COLUNA SELMO VASCONCELLOS

COLUNA

27 de Janeiro de 2020 às 17:02

 

HOMENAGENS PÓSTUMAS

 

M.L.C. Nº 022 – 9 de janeiro de 1992.

FRANCISCO ANDREOLI - Ji-Paraná, RO.

ENTREVISTA

 

M.L.C. Nº 023 – 16 de janeiro de 1992.

DOM HÈLDER CÂMARA

Vamos exigir que os governantes tenham coragem de nos dizer a verdade sobre o Brasil. O Brasil suporta as verdades, não precisa de mentiras.

 

M.L.C. Nº 024 – 23 de janeiro de 1992.

ENO TEODORO WANKE – Rio de Janeiro, RJ.

Experiência

São os meus sapatos

A um canto

Empoeirados de mundo.

 

M.L.C. Nº 026 – 6 de fevereiro de1992.

JOSÉ AILTON FERREIRA “BAHIA”

Ministério da (I)moralidade adverte:

Roubar a consciência de um povo

Faz mal a dignidade e fere o patriotismo.

 

M.L.C. Nº 054 – 20 de Agosto de 1992.

KLEON MARYAN – Porto Velho, RO.

A um homem faminto dificilmente

Acontecem sentimentos nobres e elevados.

Sua mente está presa ao estômago.

 

28.Maio.1994 – M.L.C. nº 152.

SÉRGIO VALENTE – Porto Velho, RO.

Em vez que prender os assassinos, ladrões, estupradores etc., deveriam prender os honestos: são tão poucos que sobraria lugar nas cadeias brasileiras. Rarará.

.

1º.Abril.1995 – M.L.C. nº 207.

ISMÊNIA FONSECA FARAONE – Americana, SP

LASCAS

 

Antigamente

sofria muito

com as “lascas”

hoje... estou tão “lascada”

que podem lascar tudo

que não sinto nada!

 

ESTHER MOURA – Rio de Janeiro, RJ

DESABAFO

 

Pobre da minha velhice!

Sem apoio ou proteção,

tenho que sobreviver

com um salário de pensão.

 

7.Abril.1995 – M.L.C. nº 208.

BENVINDO PEREIRA – Porto Velho, RO

Somos pingos da mesma chuva

 

12.Maio.1995 – M.L.C. nº 214.

ROSEMARY LOPES PEREIRA – Apucarana, PA.

*Toquei as estrelas com os dedos da alma.

*Sou mística. Andarilha dos espaços abertos. Vejo alem dos olhos.

*Paro nas tuas esquinas para escutar a voz dos teus ventos.

 

26.Maio.1995 – M.L.C. nº 216.

AURÉLIO LOIOLA – Paulista, PE

CRIAÇÃO

 

Onde

há preconceito

não pode haver

criatividade;

a mensagem é distorcida

plena de cumplicidade.

 

1º.Julho.1995 – M.L.C. nº 223.

AMÉLIA SPARANO – Rio de Janeiro, RJ

RODÍZIO

 

Vida, fermento impuro

Da escura terra

e a podridão do adubo

a flor e o fruto,

o pólen e a semente.

E logo,

pétalas murchas,

polpa putrefata

criando adubo

a alimentar a vida.

 

16.Setembro.1995 – M.L.C. nº 234.

ALBERTINA MOREIRA PEDRO – Rio de Janeiro, RJ

Pelos caminhos que andares,

separa o joio da espiga,

para que a mão que apertares

não venha a ser inimiga.

 

MARINA DE FÁTIMA DIAS – Campo Grande, MS

No papel

Flores pequeninas...

Suave decoração

Deixo em suas linhas

Flores da inspiração

São meus versos

Ornamentos do coração.

 

30.Dezembro.1995 – M.L.C. nº 249.

LEONILDA HILGENBERG JUSTUS – Ponta Grossa, PR

SAUDADES

 

Prendi a saudade

no varal

da conformação.

 

6.Janeiro.1996 – M.L.C. nº 250.

FLÁVIO RUBENS ARANTES BARROSO  – Rio de Janeiro, RJ.

CANDELABRO

 

O cão deixou

o cheiro

do corpo

no poste

da esquina.

Juntamente

ontem,

onde bolsas

balançaram

e homens

cumpriram

o abdômen.

 

8.Junho.1996 – M.L.C. nº 270.

ILKA BRUNILDE LAURITO – São Paulo, SP

Folclórica 3

 

O mundo tem

entrada e saída.

Eu:

estou de visita.

(Quem pôs

a vassoura

atrás da porta

do invisível?)

 

NILTO MACIEL – Brasília, DF

Refração

 

Antigamente eu era grande,

muito grande,

Tocava as estrelas

com as pontas dos dedos

e elas, de tão miúdas,

até se apagavam.

 

JACK RUBENS – Porto Alegre, RS

Dos teus seios

Nos meus devaneios

E pelos meus beijos

Sei-os

Cheios de anseios

 

5.Julho.1996 – M.L.C. nº 274.

ENO TEODORO WANKE – Rio de Janeiro, RJ

Era uma cobra venenosa. Ficava falando mal de todas as cobras suas conhecidas.

 

30.Agosto.1996 – M.L.C. nº 282.

CECÍLIA FIDELLI – Taboão da Serra, SP

Trincou o ajuste do

meu coração. Sabe,

aquela pecinha que

parece inquebrável

por onde passa a emoção?

 

ZANOTO – Varginha, MG.

La fora, de noite

como joias absurdas e belas

o orvalho debulha-se.

 

27.Setembro.1996 – M.L.C. nº 286.

MITSUKO KAWAI – São Paulo, SP.

Quando sinto

nostalgia do amigo distante

revive no meu ouvido

a voz que sussurrou

as palavras de despedida

 

Parece que

ouço a voz

quando leio e releio a carta

do amigo que chamou de

longe

atravessando várias fronteiras

 

15 e 16.Novembro.1996 – M.L.C. nº 293.

JOANYR DE OLIVEIRA – Brasília, DF

EPITÁFIO

 

Os casulos do silêncio

recolhem meu rosto,

meu canto e meu nome.

 

Entre arranjos e estrelas,

minha essência navega

o esplendor dos milênios

Doce é o sabor do infinito.

 

21.Novembro.1997 – M.L.C. nº 345.

LARI FRANCESCHETTO – Veranópolis, RS

Semeio versos

para colher salvação,

pois o verme/ a frágil carne

aprisiona/ e come.)

 

8.Janeiro.1998 – M.L.C. nº 352.

ANTÓNIO ZOPPI – Americana, SP – 352 –

SAPATOS

 

São dois boêmios errantes

sem rumo sem direção,

transportando, vacilantes,

minha enorme solidão.

 

29.Janeiro.1998 – M.L.C. nº 355.

EUNICE ARRUDA – São Paulo, SP 

CONSTATAÇÃO

 

diante do morto :

como fiz

pouco.

 

6.Fevereiro.1998 – M.L.C. nº 356.

NINA ALMEIDA – Porto Alegre, RS – Andante

Andante

 

Caminhei pela alvorada da vida,

Mastigando estrelas,

Ouvindo os cantos dos pardais ao amanhecer,

Fatigada, de tantas madrugadas

Na espera das promessas

Que emudeceu meu canto.

 

CHEILA STUMPF – Santa Cruz do Sul, RS

CRUZ

 

Não tenho lugar

Pra enterrar

O que morreu em mim.

Fico pelas praças,

Perambulando,

Com essa cruz

Que não tem onde pousar.

 

6.Março.1998 – M.L.C. nº 360.

JORGE TUFIC – Fortaleza, CE.

OS DEDOS DA MÃO

 

Agulhas com som de chuva

tecem, lá fora, os vitrais

da noite, talvez, que desce.

Mas é o silêncio que tece

a urtiga dos vendavais.

 

24.Julho.1998 – M.L.C. nº 380.

JEAN-PAUL MESTAS – NANTES, FRANÇA.

Poema do Silêncio Prolongado

 

Foi isto que aconteceu:

 

Antes precisamente de morrer

Os homens partiram.

E na terra permaneceu

Cansada indiferente.

 

9.Outubro.1998 – M.L.C. nº 391.

ISAÍAS RAMIRES – Rio de Janeiro, RJ.

Na casa sem pão

Todos falam, todos brigam

Ninguém tem razão.

 

20.Novembro.1998 – M.L.C. nº 397.

JOSÉ LUÍZ DUTRA DE TOLEDO – Ribeirão Preto, SP.

Um cavalo amarrado às margens de uma avenida olha o matagal ressecado e queimado e montes de lixo e não vê água para beber.

 

Direito ao esquecimento

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