O que é que Caymmi tem? - por Humberto Oliveira

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Foto: Divulgação

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Dorival Caymmi está de corpo inteiro na excepcional biografia "O Mar e o Tempo", escrita com conhecimento de causa pela jornalista, escritora e pesquisadora Stella Caymmi, neta do compositor e filha de Nana Caymmi, uma das melhores intérpretes da música brasileira. Como diz o ditado popular "quem puxa aos seus, não degenera". Basta lembrar também Dori e Danilo, outros filhos de Dorival e Stella, que seguiram os caminhos da música e da canção popular. 
 
O livro, relançado pela editora 34, como parte da coleção Todos os cantos, em edição revisada pela autora, marcou o aniversário de cem anos do autor de canções inesquecíveis como Marina, O que é que a baiana tem?, Cantiga para Gabriela, É doce morrer no mar, Só louco, Nem eu, João Valentão, Saudades da Bahia, Dora e tantas outras. 



 
Nas duas últimas décadas Stella Caymmi se dedicou em resgatar a história do avô e para tanto, além da biografia, ela escreveu O que é que a baiana tem, Dorival Caymmi na era do rádio e Dorival Caymmi e a Bossa Nova. Somados ao primeiro, O Mar e o Tempo, esses apresentam alentado panorama da carreira do cantor e compositor, sua importância indiscutível na história da música brasileira e o retrato de uma época de ouro abrangendo os anos 1940 até a morte de Caymmi nos anos 2000. 
 
Ganhei a nova edição, no Natal, de presente do amigo Renan Cividati, um profundo conhecedor da história da nossa música e fã de carteirinha de Chico Buarque, para quem, Dorival Caymmi é único, ser ímpar e insubstituível, pois jamais haverá outro igual ou parecido. 
 
Este é um daqueles livros que precisamos ler bem devagar e ao som das melodias do mestre, sejam às canções praieiras ou os temas folclóricos e seus dolentes sambas-canções. Apenas assim, sob esse clima típico de Caymmi, o leitor vai mergulhar na obra, numa imersão ao que existe de melhor, mais belo e inspirado em termo de música brasileira. 
 
Não canso de agradecer ao amigo Renan por esse presente especial, que estou lendo como se fosse a primeira vez. Pois é. Ainda guardo no meu acervo, o livro original lançado naquele tamanho grande e que saboriei desde o primeiro minuto que o carteiro o entregou nos idos de 2001. Passados 24 anos, sou presenteado com a nova edição, que saiu em 2014. Dorival Caymmi nasceu em Salvador, Bahia, em 1914 e morreu no Rio de Janeiro, em 2008. 
 
Caymmi, que saudades de você.
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