Marcos Rogério têm melhores índices na região Central e Cone Sul, enquanto Adaílton Fúria ponteia na Região do Café e Zona da Mata, e Hildon Chaves é favorito na Capital.
Foto: Divulgação
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A ampliação acelerada do número de pesquisadores, inclusive com a vinda de bem-preparados especialistas da ciência mundial, permitiu um alcance também ampliado das extensões palmilhadas ou observadas do espaço, levando a um rol de pesquisas largo e detalhado. Com isso, não espanta que diariamente novas descobertas apresentem na Amazônia tanto exemplares mínimos quanto gigantes de todos os ramos, do mineral ao animal.
Uma das mais recentes comprovações dá testemunho dessa realidade: a revelação de que o maior vulcão brasileiro está localizado na região de Uatumã, no Pará. O Vulcão Amazonas, na verdade, foi mapeado em 2002, mas na época era só mais um vulcão descoberto. Hoje já se sabe que essa estrutura vulcânica, que data de aproximadamente 1,9 bilhão de anos, é a maior já achada no Brasil: antes de ficar inativo e sofrer os desgastes do tempo e do clima, chegou a alcançar 400 metros de altura.
Ser o maior vulcão ainda não é tudo: sua idade o aponta como o vulcão mais antigo do mundo. E não apenas isso: ele e os demais vulcões brasileiros achados na Amazônia, além de grandes, eram terrivelmente explosivos: com caldeiras vulcânicas de 20 km de diâmetro, “os materiais eram expelidos para a atmosfera com volumes absurdos”, segundo o pesquisador Caetano Juliani. Digno de nota, considerando que os vulcões brasileiros até recentemente eram tidos como inexistentes ou irrelevantes.
Numa nominata de candidatos à Câmara dos Deputados considerada inicialmente fraca perante aos partidos de ponteira, o PSD do governadoravel Adailton Fúria não conseguiu atrair nenhum deputado federal e tem apenas dois nomes em condições de obterem uma votação mais razoável, que é a esposa do candidato a governador Joliene e a ex-deputada federal Jaqueline Cassol, maninha do ex-governador Ivo Cassol. Nem Expedito Junior, articulador do lançamento de Fúria consta na lista do partido, aumentando a desconfiança que faz jogo duplo com a candidatura do filho petista Expedito Neto.
Em Rondônia já é possível avaliar a largada dos candidatos ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual. O favorito, o senador Marcos Rogério (PL) têm seus melhores índices de aprovação na populosa região central, polarizada por Ji-Paraná e no Cone Sul rondoniense, que conta como centro irradiador de influência, o município de Vilhena. Vai bem ainda no Vale do Jamari. Além disto conta com a melhor média geral no estado. O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD) ponteia melhor na região do café (o polo de Cacoal) e Zona da Mata (que tem municípios como Rolim de Moura e Pimenta Bueno).
Já o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, da federação União Progressista, tem grande dianteira sobre os adversários na capital, onde está concentrado um terço do eleitorado rondoniense. Como a capital tem mais eleitores que todos os principais polos regionais juntos – Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena – tem uma vantagem considerável em Porto Velho que coloca o ex-prefeito com um pé num previsível segundo turno. O ex-tucano abre a jornada já em ritmo de polarização com Marcos Rogério. Já, o candidato da caravana esperança, o petista Expedito neto, que reúne os partidos de esquerda não lidera a corrida ao Palácio Rio Madeira em nenhum colégio eleitoral importante no estado.
No apagar das luzes da janela partidária, aquele período permitido pela justiça eleitoral para que os deputados estaduais, federais e vereadores mudem de partido sem a punição da perda de mandato, duas transferências chamaram atenção. A primeira é a do ex-prefeito e ex-deputado estadual Mauro Nazif que ingressou nos Republicanos. A outra mudança foi do atual deputado estadual Ezequiel Neiva que ingressou no PL para disputar uma cadeira a Câmara dos Deputados. Acredita-se que Neiva esteja inelegível, mesmo assim entrou na peleja. Na disputa ao governo estadual Samuel Costa deixou a Rede para ingressar no PSB, como pré-candidato a governador.
Com o ex-governador Beto Richa no Paraná e com o deputado federal Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerias e filiações expressivas no Nordeste o PSDB busca ressurgir nas eleições de outubro de 2026. Também no vizinho Acre os tucanos cresceram e tem um nome exequível para a disputa do governo estadual, com o ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalon. Mas em Rondônia o PSDB endividado e falido, não mostra poder de reação. Perdeu quadros importantes e com a saída do ex-prefeito Hildon Chaves a legenda acabou de vez. Um partido que que já elegeu governadores e teve nas suas fileiras prefeitos e até o governador, como Ivo Cassol.
Os partidos vão para as convenções partidárias com algumas indefinições. No MDB, nos bastidores se cogita a desistência do senador Confúcio Moura que seria substituído pelo ex-senador Amir Lando na lista de candidatos ao Senado da legenda que já elegeu vários governadores no estado. Ainda no MDB reina a curiosidade em se saber quem será o postulante do partido ao governo estadual. No PL, favorito para fazer barba, cabelo e bigode, ainda se pergunta quem será o vice do senador Marcos Rogério. Ele abre a jornada com as melhores nominatas de candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. E para o Senado, o expoente do bolsonarismo em Rondônia, tem o apoio do deputado federal Fernando Máximo.
*** As candidaturas ao governo do estado de Rondônia e ao Senado em Rondônia estão definidas e se vê uma regionalização na disputa*** Com o PT fraquejando em Rondônia e no Acre, o governo federal anuncia obras importantes nestes dois estados para vitaminar a campanha dos seus aliados *** No Acre, os petistas apostam na eleição do ex-governador Jorge Viana ao Senado. Em Rondônia na eleição de duas deputadas estaduais e um federal *** O PSDB de Rondônia busca ressuscitar no comando do presidente da Câmara de Vereadores de Porto Velho Gideão Negreiros que assumiu a massa falida *** Acredita-se que os tucanos deverão se alinhar a postulação do ex-prefeito Hildon Chaves ao governo de Rondônia.
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