Outros concorrentes que já tem presidenciáveis: Marcos Rogério com Flávio Bolsonaro e Expedito Netto (Lula)
Foto: Divulgação
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A considerar verdadeira a tese do meteorologista Edward Lorenz de que “o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode provocar um furacão no Texas”, base da Teoria do Caos, o que pensar da revelação de que o solo do delta do Rio Amazonas afunda 0,5 milímetros por ano? Pode-se cogitar que, no mínimo, esse dado faz parte da geração de um desastre futuro.
A informação consta de um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) e está mais para furacão que para bater de asas, pois a mesma situação de afundamento do solo em deltas ocorre em diversos locais – e o rebaixamento dos terrenos no Brasil é inferior ao verificado nos rios Chao Phraya (Tailândia), Brantas (Indonésia) e Amarelo (China), com taxas médias de afundamento de cerca de 8 mm por ano, o dobro da taxa de elevação global do nível do mar.
São muitas, até óbvias, as perguntas que surgem diante dessa constatação: por que acontece? É culpa de alguém? Tem como resolver? As respostas é que não são simples. A exploração dos reservatórios de água subterrânea e o peso das construções comprimem o solo e com a erosão a superfície afunda, aumentando o risco de inundações. Isso ocorre justo onde há mais progresso, população e circulação de riquezas. Decretar o regresso a condições anteriores é impossível, expulsar as populações é inviável e a tendência da circulação de riquezas é aumentar.
Com as forças da direita projetando alinhamento com o candidato bolsonarista ao governo de Rondônia Marcos Rogério (PL) e a esquerda liderada pelo PT ratificando compromisso com o ex-deputado federal Expedito Neto, o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) já estaria queimando a largada, já que o eleitorado de centro direita começa a se voltar para apoiar a candidatura do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves. Não bastasse, ainda tem seu aliado o ex-senador Expedito Junior, que pode empunhar o punhal da traição se voltando para a candidatura do seu filho depois de ter lançado Fúria nesta aventura.
Resta a liderança cacoalense, a expectativa de um decisivo apoio do governador Marcos Rocha e sua azeitada máquina de governo. Mas o mandatário, cujo maior reduto eleitoral é a capital, anda mal das pernas em termos de avaliação na cidade onde se tornou sua principal base eleitoral. Fúria largou bem na peleja estadual, mas fatos recentes como as candidaturas de Hildon Chaves (União Progressista) e de Expedito Neto (PT) alteraram a configuração da campanha. E ainda tem Expedito Junior fazendo jogo duplo, entre o prefeito de Cacoal e seu filho Expedito Neto.
Aos poucos verdadeiros protagonistas da política rondoniense, que marcaram época na história estadual, vão deixando as pelejas eleitorais. São os casos dos ex-prefeitos Sebastião Valadares e José Guedes em Porto Velho, do ex-prefeito e ex-senador Ernandes Amorim em Ariquemes, dos ex-prefeitos Assis Canuto e José Bianco –este também foi governador e presidente da Assembleia Legislativa – por Ji-Paraná, o ex-prefeito Melki Donadon em Vilhena, o ex-deputado federal Nilton Capixaba (Cacoal), além de outras lideranças expressivas. Mas da chamada velha guarda, está ainda aí nas paradas o ex-senador Amir Lando, que também foi deputado constituinte e deverá disputar uma cadeira a Câmara dos Deputados.
É grande a expectativa nos círculos políticos em Rondônia sobre a escolha de um candidato a governador da aliança MDB/PDT que tem como maiores lideranças o senador Confúcio Moura, presidente estadual do partido e do ex-senador Acir Gurgacz, presidente estadual dos pedetistas reabilitado pela justiça e em plenas condições de elegibilidade. Aguardam-se definições do quadro nacional para acertar a questão rondoniense. Sabe-se que o MDB espera indicar o candidato a vice-governador da chapa do governador Tarcísio de Freitas na peleja a reeleição em São Paulo. Tarcísio é uma liderança bolsonarista atraindo o MDB para uma aliança bolsonarista.
Com o comando nacional do PSD definindo como seu presidenciável o governador de Goiás Ronaldo Caiado, preterindo o governador gaúcho Eduardo Leite, agora o postulante rondoniense ao governo estadual Adailton Fúria tem sua dobradinha acertada na esfera nacional como seus principais concorrentes, o senador. Marcos Rogério com Flavio Bolsonaro, o ex-deputado federal Expedito Neto com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Resta saber, dos candidatos de ponteira ao CPA, quem será o presidenciável em dobradinha com o ex-prefeito Hildon Chaves, postulante do União Progressista.
*** Aumentam os casos de rachadinhas em órgãos públicos na região. Tem gente investigada na aldeia. Algo que tem se espalhado pelo Brasil inteiro, seja nas Câmaras Municipais como nas Assembleias Legislativas. Não deve ser diferente no Congresso Nacional ***Na região amazônica, dois prefeitos deixaram suas municipalidades para disputar os governos estaduais. Trata-se de Tião Bocalon, em Rio Branco, no Acre, e o prefeito David Almeida, de Manaus. *** No Paraná, o governador Ratinho Junior comanda uma coalizão anti-Sérgio Moro que ingressou no PL e disputa o governo do Paraná. Ratinho quer reverter o favoritismo de Moro,
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