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FICA: "Eu vou sair dia 1º de janeiro de 2027", diz Bolsonaro sobre presidência

A fala foi dita após o chefe do Executivo ter sido questionado por um apoiador sobre o pedido de impeachment

correio braziliense

11 de Maio de 2020 às 09:53

Atualizada em : 11 de Maio de 2020 às 11:03

Foto: Divulgação

 

CORREIO BRAZILIENSE - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada na tarde do último domingo (10) que sairá da cadeira da presidência apenas no dia 1º de janeiro de 2027. A fala foi dita após o chefe do Executivo ter sido questionado por um apoiador sobre pedidos de impeachment. Ao que tudo indica, Bolsonaro está confiante de que será reeleito em 2022.
 
 
 
Hoje, o chefe do Executivo saiu no começo da tarde da residência oficial rumo ao Jardim Botânico. Lá, participou do chá de revelação promovido pelo filho número "04", o deputado Eduardo Bolsonaro e sua nora, a esposa Heloisa Wolf Bolsonaro e descobriu que será avô de uma menina.
 
 
 
Na volta, após as comemorações, Bolsonaro parou para falar com simpatizantes, mas não concedeu entrevistas. Foi quando um dos visitantes disse ao chefe do Executivo: "A renúncia sai? A democracia pede sua renuncia ou impeachment". Bolsonaro se mostrou surpreso com a declaração e foi quando disparou: “Eu vou sair dia 1º de janeiro de 2027”.
 
 
 
Atividades essenciais
 
 
Bolsonaro voltou a dizer ainda que nesta segunda-feira (11) que colocará outras profissões como atividades essenciais. “Amanhã devo botar mais algumas profissões como essenciais, já que não querem abrir, vou eu abrir”, declarou a um simpatizante.
 
Na última quinta-feira (07) o presidente editou o decreto e adicionou ao rol de serviços essenciais a construção civil e atividades de produção, transporte e distribuição de gás natural; indústrias químicas e petroquímicas de matérias-primas ou produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas e atividades industriais, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde, segundo o texto do documento. 
 
“Outros virão nas próximas horas, nos próximos dias. Porque o que não está no decreto ficou decidido, segundo o Supremo Tribunal Federal, estados e municípios diriam se poderia ou não funcionar essas categorias, então alguns estados e municípios, alguns, não tô brigando com ninguém pelo amor de Deus, no entendimento de muita gente, dos empresários, exageraram. É comum acontecer, faz parte da razão do ser humano, então nós vamos começar a colocar mais categorias essenciais para nós podemos abrir com responsabilidade e observando as normas do Ministério da Saúde, de modo que nós possamos, cada vez mais rápido voltar a atividade normal. Caso contrário, depois da UTI é o cemitério e não queremos isso para o nosso Brasil”, disse após reunião com o ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal na última semanas.
 
 
Congelamento de aumento do salário de servidores públicos
 
Bolsonaro ainda comentou sobre a sanção do projeto que prevê o congelamento do aumento do salário de servidores públicos. A previsão é de que ocorra amanhã.
 
“Pelo que o Paulo Guedes me disse, a questão dos ajuste da economia, amanhã a gente sanciona o projeto com veto e está resolvida a parte dele, está resolvido não, tem tudo para dar certo apesar do fechamento por aí”, concluiu o presidente.
Direito ao esquecimento

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