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TRANSFERIDA: Promotora que pediu intervenção no transporte escolar é substituída

Algumas das medidas tomadas pela promotora desagradaram grupos políticos estabelecidos na cidade, fazendo com que durante todo esse período ela trabalhasse sob forte pressão

DA REDAÇÃO - João Paulo Prudêncio

21 de Janeiro de 2020 às 11:26

Foto: Divulgação

Responsável pelo pedido de intervenção no sistema de transporte escolar do município de Porto Velho, a promotora de Justiça do Ministério Público do estado de Rondônia – MPR/RO, Priscila Matzenbacher Tibes Machado, foi transferida da Promotoria responsável pela fiscalização da educação no Estado.

 

A decisão foi publicada no Diário Oficial do MP/RO e desde a última segunda (20), Priscila Machado, está à frente da 21º Promotoria, que é responsável pela fiscalização de adolescentes que praticam atos infracionais.

 

Atuante em meio à crise do transporte escolar que prejudicou mais de duas mil crianças na capital rondoniense, deixando mais de mil fora da sala durante todo o ano de 2019, a promotora, Priscila Machado, esteve presente durante a deflagração da operação Ciranda, que investigou supostos esquemas dentro da Secretária Municipal de Educação – SEMED, além de integrar a mesa da Audiência Pública da Câmara Federal que debateu o caso em Porto Velho.

 

 

O trabalho de Priscila Machado na promotoria de educação durou apenas seis meses, porém, foi o suficiente para pressionar a municipalidade a tomar uma inciativa que resolvesse, ou ao menos, amenizasse essa situação.

 

Ela também exigiu o processo de reconhecimento de caducidade do contrato firmado com a empresa Comércio e Serviços Freitas Importação e Exportação, relativo ao transporte escolar rural, e o arresto de todos os bens que estejam sobre a guarda, posse ou propriedade da empresa.

 

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Algumas das medidas tomadas pela promotora desagradaram grupos políticos estabelecidos na cidade, fazendo com que durante todo esse período ela trabalhasse sob forte pressão.

 

No lugar de Priscila Machado, assume o promotor Alexandre Jesus de Queiroz Santiago, que entre outras ações no MP/RO, integrou o GAECO, coordenou o núcleo de combate a crimes cibernéticos, além da direção do Centro de Apoio Operacional Criminal.

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