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POLÍTICA: Emissários de Confúcio seguem pressionando delegados do MDB

Ex-governador quer garantir, a qualquer custo, a vaga ao Senado pela legenda que abriu apenas a vaga para federal

painelpolítico

16 de Julho de 2018 às 09:52

Foto: Divulgação

O ex-governador Confúcio Moura vem pressionando os delegados do MDB através de telefonemas e escalou esse fim de semana, um time de ex-assessores que apóiam sua candidatura para que visitem os delegados do partido para convencê-los a votar a seu favor na convenção, que ainda não tem data definida.

 

O último final de semana foi marcado pela divulgação de áudios em que Confúcio xinga o senador Valdir Raupp e sua esposa, Marinha, de “bandidos”. CONFIRA AQUI.  Segundo Confúcio a estratégia de lhe tirar a chance de disputar o Senado seria uma “armação” do senador. 

 

Durante os 7 anos e 3 meses que governou o Estado, Confúcio tinha como fiel escudeiro no Senado Valdir Raupp. Por diversas vezes Raupp saiu em defesa do governo, até mesmo em momentos críticos, como quando Confúcio foi conduzido coercitivamente para a Polícia Federal, em novembro de 2014. Raupp também fez inúmeros discursos enaltecendo o modo como Confúcio administrava o Estado. Mas o senador foi traído. Confúcio havia se comprometido a permanecer no cargo até o fim do mandato, e tinha como compromisso o apoio à Maurão de Carvalho ao governo e Raupp ao Senado. Mas Confúcio achou que seria melhor indicar para disputar sua sucessão seu ex-secretário de Finanças, Wagner Freitas e que ele, Confúcio, deveria disputar o Senado.

 

Em março de 2015, logo após Confúcio ter sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral em Rondônia por abuso de poder econômico, Raupp subiu à tribuna do Senado para defender Confúcio Moura. Em discurso longo, Raupp explicou do que se tratava a ação e afirmou que “Confúcio Moura é um homem honrado, e não podia se deixar abater pela decisão do TRE”. Veja o discurso de Raupp:

 

 

 

Durante o governo de Confúcio Moura Raupp não fez nenhuma indicação, pois logo nos primeiros dias da administração, ainda no primeiro mandato em 2011, o senador havia indicado Williamens Pimentel para assumir a secretaria de Saúde, e Confúcio rejeitou. Pimentel não queria José Batista como adjunto, mas o governador insistia que “Batista era o melhor nome”. Pimentel tinha razão, em 10 meses de administração, Batista foi preso por corrupção. Apenas após várias nomeações desastrosas que Confúcio resolveu convidar Pimentel.

 

A traição de Confúcio também atingiu o presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho que acreditava ter no governador um “aliado de primeira hora”. Porém, enquanto Maurão trabalhava internamente no MDB para garantir que fosse ele o candidato da legenda ao governo, Confúcio tramava para viabilizar Wagner de Freitas.

 

Nos últimos dias, inconformado por não estar conseguindo espaço para seu projeto, o ex-governador passou a atacar o senador Valdir Raupp e a correr atrás dos delegados, que são os que poderiam  mudar o jogo à seu favor. Por enquanto, Raupp ainda não se manifestou sobre a fala de seu ex-aliado.

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