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Parabéns Prefeito, tem mais que rasgar estes livros de gays - Por Paulo Andreoli

COLUNA

30 de Janeiro de 2017 às 10:01

Foto: Divulgação

Mais uma lambança para entrar para os anais da história de Rondônia. O atual prefeito de Ariquemes, delegado Thiago Flores (PMDB) em conjunto com vereadores resolveu rasgar páginas de livros didáticos que contem ideologia de gênero. Virou até noticia nacional seu ato de bravura com o homossexualismo.

Ganhou uma legião de contrários e outro tanto maior que lhe apoiam na insensata decisão. Pois bem, a melhor definição foi do jornalista Chico Pinheiro das Rede Globo, que classificou a atitude como Medieval.

RASGANDO O VERBO

Concordo com o jornalista e digo mais. Como delegado ‘ruim de mira’, errou o tiro, acertando o próprio pé. O seu suposto inimigo é outro.

E neste caso, Flores não tem coragem de enfrentar. É mais fácil rasgar livro do que encarar de frente os ‘poderosos’.

É através dos meios de comunicação que se propagou com mais intensidade a ideologia de gênero. Começou lá atrás com uma música de Nei Matogrosso, que dizia  ‘Telma eu não sou gay”. Pronto, se tocasse na rádio, era ligação de ouvinte, era reclamação de pastor e etc.

Na última década, nas novelas da Rede Globo a situação se tornou explicita. Beijo na boca, demonstração de personagens gays sempre do bem, sempre honestos e bonitos. Até uma cena de sexo foi ao ar em recente minissérie.

É por aí, por este meio de comunicação de massa que a ‘odiada homossexualidade’ do delegado Flores entra nas casas das pessoas.

Quer combater prefeito? Tira os anúncios da sua prefeitura da emissora, neste caríssimo horário ‘nobre’. Sim, é você que ajuda a patrocinar a bandalheira.

Sim, tanto você, como o governador Confucio ( seu padrinho político que ainda não se pronunciou) podem encarar o ‘bicho papão’ de frente? Tens coragem para tanto? Acho que não e digo porquê.

CAT X COT

Quando ainda era delegado regional de região do Vale do Jamari, uma série de homicídios foram praticados em Alto Paraiso. Todos com clara conotação política. Dos três que morreram (um vereador e dois empresários) , dois saíram do MPE em Porto Velho e vieram também ao Rondoniaovivo denunciar os desmandos administrativos da gestão do peemedebista Romeu Reolon. (foi até embora de Rondônia)

Num daqueles rompantes de hombridade, tal qual agora quer rasgar livros, o delegato (como é chamado pelos fãs) disse que sabia quem eram os mandantes e em 40 dias, estariam todos na cadeia. Mais uma bravata.

Como bom corajoso que sou, após publicação das reportagens sobre o grupo de extermínio, nunca mais coloquei os pés na aprazível cidade. Sou 'zicado' com este delegado. Precisou uma operação do COT – Comando de Operações Táticas da Policia Federal recentemente levar uma quadrilha de matadores que agia bem embaixo do nariz do ‘delegato’. Mas os mandantes continuam a solta. E você querendo rasgar livro didático.

DIDATICA

Na questão da didática dos alunos, melhor seria treinar professores dentro da abordagem que o ‘delegato Flores’ acha boa. Uma reciclagem para quando chegasse a hora de abordar o tema nas salas de aula, o fizessem da melhor forma a explicar o que está acontecendo com a sociedade. Poderia um palestrante falar com alunos e explicar a ideologia de gênero. Um pastor? Um psicólogo? Um terapeuta?  Não, é melhor rasgar livro.

Até porque é na escola que as crianças podem entender o que lhe é apresentado na televisão. Na escola podem conversar com professor e tirar dúvidas que não tiram em casa.

Também poderia o delegato, doar todo seu salário como fez Hildon na capital? No seu caso, para compra de novos livros didáticos no município.

Seria uma ação nobre e não um ato burro, que acabou criando ‘fato reverso’ com a curiosidade dos jovens, que hoje compartilham as ‘páginas proibidas’ em redes sociais.

 E olha que até eles, nas suas conversas eletrônicas, dizem que não viram nada demais. Nada que não vejam ao vivo e a cores na telinha da Globo e outras emissoras.

Seus fãs de Facebook que afirmam tirar seus filhos de escola que tiver isso em livro, só posso lamentar. Com certeza, não se garantem na criação que dão aos rebentos. Devem ser mal resolvidos sexualmente, muitos vivendo no ‘’armário’.

E a legião de eleitores, que já o querem governador pelo ato ‘macho’? Escreveu o dramaturgo Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra. Hoje com as redes sociais, existem os parâmetros para se confirmar a tese. Leem o título, leem os comentários e não o conteúdo.

Então fica assim delegato. O recado está dado. É mais fácil rasgar livro que combater a ‘Globo’ né? Tirar dinheiro que financia a ‘sacanagem’ não tens hombridade para tanto. É mais fácil rasgar livro que prender mandante de assassinatos políticos né?

E este título? É só para medir a quantidade de 'personas cultas' que vão ler até o final e não comentar só com a manchete. Ou seja, pegadinha para pegar gente burra que só "comenta comentários" dos outros e não lê. Ponto. 

Direito ao esquecimento

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