BOLETIM CORONAVÍRUS - CLIQUE AQUI E FIQUE ATUALIZADO

OPINIÃO - Herminio desbocado e seus 'açeçores' - Por Paulo Andreoli

No seu período como homem público, Herminio nunca buscou estudar, melhorar seu conhecimento, quiçá fazer uma faculdade. Um curso de oratória? Participar de seminários com afinco? Cercar-se de pessoas inteligentes e estudar com profundidade problemas rondo

Da Redação

14 de Maio de 2014 às 08:37

Foto: Divulgação

Converso com alguns amigos sobre o estilo de fazer política do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Hermínio Coelho (PSD). Conversei com gente que circula com muita desenvoltura nos bastidores políticos de Rondônia. No rol dos ‘entrevistados’, nenhum ‘puxa-saco’ de plantão.

O motivo da conversa, entender o fenômeno de Herminio não estar bem em pesquisas eleitorais, mesmo sendo o presidente do legislativo estadual. Ser um 'aríete' no combate aos malfeitos deste estado. Em pelo menos três pesquisas que já foram publicadas nos jornais locais, Coelho não está lá na frente, junto dos ponteiros.  Avaliando sua possível candidatura para novamente ser ‘estadual’ ou subir um degrau para deputado federal e muito menos, no voo/sonho de ser governador, o ‘cabra’ não desponta como ‘facilmente reeleito’. Alguma coisa está errada. Seria o ‘carma’ de ser presidente da Assembleia, onde que me consta, nenhum passou incólume a ações da Justiça?

Um dos amigos relata que já fez muita viagem acompanhando o deputado. Conta que nas cidades aonde Hermínio chega, ele até que reúne pessoas ao seu redor, mas ao invés de agregar militantes, ele faz espantar com seu discurso vazio, que só achincalha adversários. Segundo o ‘contato’, ao final das reuniões, sai praticamente de ‘mãos vazias’ no conceito político. Nada somou ao seu projeto. Também nada deixou de construtivo aos visitados.

Dentro da ALE/RO, Coelho também não é consenso e a maioria dos deputados, pelas costas do parlamentar, buscam dificultar sua vida política. Nunca conseguiu reunir assinaturas em torno de suas pretensas CPIs. Tudo bem que o ‘cabra’ já quis fazer CPI até da eleição do Cremero – Conselho Regional de Medicina. Confesso que até hoje não entendi. Para alguns, quando Hermínio 'fala', quem está se pronunciando é o poder legislativo e não creem que esta seja a melhor forma de fazer política, que tem por mister agregar e não separar. Tem parlamentar que brinca tal qual na expressão popular - Herminio não me representa.

Acostumado a destemperar quando começa a falar sobre política, onde segundo o deputado ninguém presta (nem ele mesmo), este pode ser um dos fatores que estão levando um promissor líder a uma derrocada histórica neste estado. Herminio até que começa bem seu falatório, mas descamba para a vulgaridade. E palavra chula ninguém gosta de ouvir.

No seu período como homem público, Herminio nunca buscou estudar, melhorar seu conhecimento, quiçá fazer uma faculdade. Um curso de oratória? Participar de seminários com afinco? Cercar-se de pessoas inteligentes e estudar com profundidade os problemas rondonienses? Nada, só o conhecido blá- blá- blá vazio.

E não adianta mais espernear, sua imagem de homem público probo está indo água abaixo com processo judicial que investiga os contratos de Herminio quando presidente da Camara de Vereadores de Porto Velho. No jargão popular, este esquema deixou rastros como’ batom na cueca’ e não adianta gritar e vociferar.

Também não se pode deixar de ‘falar na lata’ que Herminio é mal assessorado. Mas muito mal assessorado mesmo. Será que nenhum dos seus comunicólogos pode parar de escrever as asneiras que o chefe fala?

Se Herminio no meio de um discurso sobre o possível aumento para servidores do MPE desanca o governador Confúcio Moura de frouxo, safado e outras afrontas, o assessor tem que mandar ‘ipse litem’ como o ‘desbocado’ falou?

Ou pode deixar a insanidade verbal apenas em quatro paredes da ALE/RO.  Por que enviam os textos as redações de jornais com os ataques que mais parecem conversa de boteco? Tudo bem que alguns escroques conhecidos sentam-se ao seu lado, na função de “açeçores”.

Não seria mais prudente, afirmar no texto que o presidente se mostrou indignado no seu discurso, proferindo palavras de fortes contra a administração estadual?

Não! Seus assessores tem que ajudar a esculhambar a vida pública do ‘chefe’. Ou pior, será que é ele mesmo que escreve, manda publicar e a gente não sabe?

Outro interlocutor afirmou que o presidente da casa de leis estadual está deprimido, preferindo ficar só e até no escuro, sem iluminação. Chora por qualquer coisa e está emocionalmente abalado. Fico pensando se sua depressão não seria fruto de sua verborragia. Ainda dá tempo de reverter o jogo.  Quem avisa amigo é. 

Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS