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OPINIÃO - Roberto, Trindade, Cassol, Padre Ton e a corrupção em Rondônia - Por Paulo Andreoli

De acordo com narrativa do procurador, todas as ações com grande subsídio de provas e muito bem embasadas juridicamente. É uma questão de tempo para o ‘fumo entrar’ no cidadão que entrou professor na prefeitura e depois de oito anos, saiu empresário do ra

Da Redação

31 de Dezembro de 2013 às 08:08

Foto: Divulgação

Na manhã de segunda-feira (30) estive no MPF/RO para acompanhar entrevista do procurador da república Reginaldo Trindade sobre o ajuizamento de quatro novas ações de improbidade administrativa contra o ex-prefeito, ex-professor e atual empresário Roberto Sobrinho (PT).

De acordo com narrativa do procurador, todas as ações com grande subsídio de provas e muito bem embasadas juridicamente. É uma questão de tempo para o ‘fumo entrar’ no cidadão que entrou professor na prefeitura e depois de oito anos, saiu empresário do ramo de locações de caminhões pesados para a Usina de Santo Antônio.

Trindade também começa a desnudar a bandalheira que foi o pleito de 2008, quando a turma do PT, esqueceu-se de abrir a conta bancária, o que tornava o dito cujo impedido de ser diplomado.  Roberto recebeu doações após o dia da eleição, com os empresários que doaram sabendo que o ‘cabra’ já estava com a chave do cofre do município na mão.

Coincidentemente, todas as empresas que doaram se tornaram fornecedoras da prefeitura de Porto Velho. E não teve só construtora local envolvida. Até a gigante empreiteira Camargo Correa deu 100 mil reais para Roberto, pós ‘dia da eleição’.

Mas se você me perguntar. Por que ele foi diplomado? O juiz que era o relator do caso no TRE/RO já tinha dado indicativo que pediria a não diplomação. Porém, por aqueles infortúnios da vida, três dias antes da diplomação, ‘entrou’ outro magistrado no seu lugar e disse que os erros na prestação de contas podiam ser sanados no futuro. Uma grande mentira. Qualquer imbecil sabia que não se podia abrir uma conta bancária retroativa. E sem um mínimo de vergonha, o ‘capa preta’ diplomou o candidato que já dava claros sinais de corrupção na arrecadação de campanha.

Em cada uma das quatro ações, o MPF/RO também pede danos morais causados por este ativista de sindicato a toda a comunidade da capital. Sua gestão conseguiu destruir a cidade. Deixou mais de 40 obras do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento paradas ou atrasadas.

Até agora, pede-se quatro milhões de reais de danos morais, mas pode chegar até a 30 milhões em futuro próximo. Quero ver o ‘seo Roberto’ pagar.

Pois bem. Bastou a entrevista do procurador Trindade ir ao ar, para que Roberto corresse para a imprensa se defender. Disse que o procurador Trindade é anti-ético e suas declarações são levianas e inverídicas.  Lembrou-me o atual senador Ivo Cassol, que sempre se defende de suas bandalheiras licitatórias acusando o procurador.

Aliás, o ‘italiano’ metido a bravo tem literalmente se ferrado nas instâncias superiores do judiciário graças atuação combativa do ‘seo Reginaldo’em defesa da comunidade. Ivo Cassol em breve deve ir passar um tempo na cadeia, que é lugar de gente deste naipe, seja um Roberto, seja um Ivo. Tudo farinha do mesmo saco.

Na entrevista concedida ao Tudorondônia, Roberto Sobrinho afirmou que nunca compactuou, não participou nem foi conivente com qualquer irregularidade na Prefeitura e desafiou o procurador Reginaldo Trindade para um debate público em torno da administração municipal, das realizações e dos supostos ilícitos apontados pelo representante do MPF.

Faz-me rir Roberto. Para um debate você já foi convidado pelo procurador Trindade por conta da audiência pública sobre os viadutos. A organização do evento chegou a trocar a data do ‘encontro’ com a comunidade e MPF para se adequar a sua agenda e mesmo assim você não apareceu. Não deu as caras. Sumiu na ‘braquiaria’ com se diz na linguagem do homem do campo. E agora quer debate? Não se preocupe. Ainda vais ficar cara a cara como ‘leviano e inverídico’ ( palavras do Roberto), mas será nas barras dos tribunais.

Aproveita e coloca o Padre Ton como sua testemunha de defesa. O padre/deputado é o atual presidente de seu partido e diz por aí que é contra a corrupção. Garante ser homem probo, ético e que só fala a verdade.  Não foi ele que te salvou da expulsão do partido?  Deve dar um bom depoimento.

Para finalizar, quero te alertar para uma situação vexatória que atualmente você está passando. Lembra em 2008, quando no campo do abobrão você e o atual ex-presidiário Jair Ramires partiram pra cima deste repórter. Com bordoada na trairagem e ofensas de baixo calão.

Pois bem. Lembra-se do que me chamou né? Lembra que ofendeste a honra da minha mãe? Pois então, que ironia do destino. Passado pouco mais de quatro anos é assim que as pessoas se referem a sua pessoa nos bares e esquinas da capital. Com um sonoro....Filho... E olha que é quase um coral uníssono.

Usando das palavras do jornalista João Paulo Prudêncio na música que fez em sua homenagem, fecho este desabafo:

- Você está colhendo o que plantou, filhão...

Ouçam a música aqui...

 

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