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No reino da maracutaia

COLUNA

14 de Dezembro de 2019 às 08:48

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A enxurrada de revelações de casos de corrupção e malversação de recursos fartamente divulgada pela imprensa local e nacional, envolvendo políticos, autoridades, dirigentes e servidores públicos, retrata, em preto e branco, cenas cada vez mais degradantes da situação e catástrofe moral em que vivemos.

 

Corruptos e corruptores, das mais diferentes camadas sociais, seguem caminhando impunemente pelo país afora, zombando da inteligência de uns poucos, tripudiando sobre os interesses da sociedade e debochando da Justiça, valendo-se, para tanto, dos mais mirabolantes planos, visando sempre tomar de assalto os cofres públicos.

 

O povo tem sua parcela de culpa nesse processo de degeneração moral que corrói as estranhas da administração pública, aqui e alhures, quando, por desleixo ou má-fé, manda para o exercício de postos de mando e representação, lobos travestidos em pele de cordeiros. O mesmo pode-se dizer daquele governante que, por descaso e, muitas vezes, por omissão, avalizam acordos políticos à revelia das necessidades da população, nomeando para as funções públicas velhas e manjadas figuras que jamais passariam incólumes diante de uma delegacia de policia.

 

Os tempos são outros. Prova disso é a operação Lava-Jato. Ela veio para escancarar a porteira da corrupção. Se, antes, a roubalheira era ofuscada, por uma serie de fatores, hoje, porém, nada escapa a análise criteriosa dos órgãos de fiscalização e controle. Chegou a hora da verdade. Nesse contexto, cabe destacar o papel de instituições como o Ministério Público Federal, Estadual, as policiais Civil e Federal, as Controladorias Gerais da União e do Estado, além dos Tribunais de Contas da União e do Estado e da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB. Lembrando que a sociedade tem uma missão indispensável e inadiável, qual seja a urgente correção de rumo que leva aonde tudo é fraude, uma espécie de reino da maracutaia. Não bastar apenas protestar, escrachar, espernear. É preciso escolher com responsabilidade os que pretendem nos governar.

 

Colocando-se acima da mesquinharia que domina este país, essas e outras instituições apenas reafirmam suas disposições de manterem-se à frente das melhores causas. Atentas às manobras nocivas e prejudiciais à coletividade, elas mostram que estão vivas e atuantes, acima – o que é melhor – dos conluios e ligações que caracterizam tantos outros órgãos de representação. 

 

Direito ao esquecimento

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