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A bola da vez

COLUNA

12 de Dezembro de 2019 às 08:54

Até agora, o deputado federal Léo Moraes não deu a palavra final a respeito da sua participação na corrida para a prefeitura de Porto Velho, que acontecerá no próximo ano. Enquanto isso permanece o segredo que aquela autoridade mantém e que, por isso mesmo, vem causando justificado clima de apreensão, tanto entre seus correligionários quanto nos arraias adversários. Chega a ser até compreensível o clima de suspense que antecede a decisão do jovem parlamentar rondoniense - cuja atuação na Câmara Federal tem merecido os mais efusivos elogios -, menos pela importância e natureza do cargo, que pela liderança que desempenha no cenário politico.

 

Por conta disso, já tem gente achando que Léo é carta fora do processo eleitoral vindouro, possibilidade essa na qual não acredito, apesar de não ser adivinho, nem ter bola de cristal, tampouco participar de seu círculo de amizades. Sentar-se na principal cadeira do palácio Tancredo Neves, hoje ocupada pelo prefeito doutor Hildon Chaves, é um sonho que ele acalenta desde a sua passagem pela Câmara de Vereadores de Porto Velho. Seu nome aparece como favorito em todas as pesquisas de opinião.

 

Não preciso dizer o quanto é importante acertar na escolha do vice. Se optar por uma pessoa despreparada e desequilibrada poderá converter sua caminhada num calvário. É preciso tomar muito cuidado na hora de somar, de aglutinar forças em torno de sua eventual candidatura, pois, como ensina Maquiavel, "em política, os amigos de hoje são os inimigos de amanhã".

 

A meu ver, Vinicius Miguel, candidato ao cargo de governador de Rondônia, na eleição passada, é o único capaz de transformar o sonho de Léo em pesadelo. Não adianta querer desenterrar defunto politico. Só porque o deputado federal Mauro Nazif deixou-se gravar gritando com representantes de uma concessionária de energia elétrica durante uma dessas infrutíferas reuniões na qual se discutia o valor da tarifa de energia cobrada do consumidor rondoniense que ele estaria credenciado a retornar ao comando do município, posto pelo qual passou e não deixou saudades.

 

Posso estar enganado, mas Léo Moraes é abola da vez na corrida pela prefeitura de Porto Velho. Escrevo e falo com coerência e respeitando a opinião de todos, não como especialista em coisa nenhuma, nem como eleitor ou partidário do deputado, muito menos como alguém que se orienta pela intenção de agradar quem quer que seja, mas como uma pessoa que aprendeu a ouvir e interpretar as vozes das ruas, não se limitando apenas a reproduzir o que acontece nos ambientes refrigerados, onde geralmente o clamor social não ecoa.

 

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