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Disputa pela presidência do Sindeprof virou caso de polícia

COLUNA

22 de Janeiro de 2019 às 14:24

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Poucas vezes uma disputa pela presidência do Sindeprof, o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Porto Velho, foi tão acirrada quanto a que se observa agora entre as chapas encabeçadas pela servidora e vereadora Ellis Regina (que tenta a reeleição), e o seu colega da Semad, José Maria, atualmente ocupando posto de relevo na administração do prefeito Hildon Chaves, indicado, segundo ele próprio, pelo vereador e líder do prefeito na Câmara, Alan Queiroz.

 

A cada movimento no tabuleiro eleitoral fica mais evidente a rivalidade entre a vereadora Ellis e o prefeito Hildon. De aliados políticos no passado, os dois se transformaram em inimigos figadais. Não é preciso ser aliado do prefeito, tampouco frequentar os regabofes palacianos, para saber que ele não quer conversa com a vereadora por nada nesse mundo. Move-o, apenas, o desejo de apeá-la da presidência do sindicato, a qualquer preço, nem que para isso tenha que mover o monte Everest. Ellis, por sua vez, demonstra não entender o porquê de tanto ódio. No fundo, porém, ela sabe, mas não admite publicamente.

 

Nos bastidores, é dado como certo que o prefeito estaria apostando todas as suas fichas na campanha de José Maria, o que foi negado pelo próprio candidato durante recente entrevista ao jornalista Carlos Caldeira, no “Direto da Redação”. Carece de explicação, contudo, a denúncia sobre um empréstimo no valor de R$ 10 mil reais que uma colega de trabalho teria feito para o candidato, em 2014, para pagar em 72 meses, mas só 24 parcelas teriam sido quitadas, mediante a concessão de uma gratificação. Tem alguma coisa estranha nessa história que precisa ser esclarecida. Nada que uma profunda e meticulosa sindicância não possa resolver. Um vídeo corre nas redes sociais e o caso se transformou em ocorrência policial, registrada na Unisp/Leste. Até agora, a prefeitura não se manifestou sobre o assunto.

 

À população não importa se esse ou aquele servidor tem as costas quentes, padrinho influente, ou coisa do gênero. É preciso que o prefeito Hildon Chaves, imbuído do propósito moralizador que o conduziu ao posto máximo do município, escancare as porteiras de sua administração para que situações dessa natureza sejam devidamente esclarecidas, sobretudo quando estiver em jogo o interesse público. Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte até que se conheça quem comandará os destinos dos quase cinco mil filiados do Sindeprof.

 

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