TRAGÉDIA EM PORTO VELHO: Assassinato do eletricista: três semana depois, nem sinal do matador confesso

O sindicato dos Urbanitários divulgou uma tímida nota de pesar pelo falecimento do eletricista e se calou

EXPRESSÃO RONDÔNIA

20 de Fevereiro de 2020 às 10:46

Foto: Divulgação

Com vários tiros o comerciante Evandilson Veloso matou o eletricitário Gerson Francisco Nunes, no dia 31 de janeiro passado. A versão inicial é de que o assassinato aconteceu porque a empresa para a qual o trabalhador estava prestando serviço, havia cortado a luz do comércio de Evandilson, o que normalmente, no jargão judicial enquadraria o crime como tendo sido cometido por “motivo torpe”, “sem dar chance de defesa”.

 

No dia seguinte, o criminoso foi levado por um advogado à delegacia, e, alegando que a apresentação estava fora do prazo de flagrante, o delegado da Delegacia de Crimes contra a Vida não prendeu o matador que, desde então, apesar de expedido mandado de prisão, está oficialmente “desaparecido”, e a única informação da Polícia Civil é de que está “sendo procurado”.

 

Passadas três semanas do assassinato, ninguém sabe e ninguém viu Evandilson, e isso está causando reclamações de trabalhadores, como os enquadrados na categoria de “urbanitários”, que cobram uma ação mais enérgica do próprio Sindur, o sindicato da categoria, alegando que “agora estão trabalhando sob medo constante de um novo atentado. Isso não pode ficar assim, porque nós é que estamos nas ruas”.

 

O expressaorondonia.com.br ouviu algumas pessoas a respeito do assunto. De um servidor da Caerd, que atua no serviço externo, veio uma queixa: “pelo que foi noticiado o cara tem uma folha corrida imensa. Será que antes de liberar o delegado fez uma checagem se havia algum mandado em aberto”. Outro trabalhador disse também estar com medo: “Agora qualquer um de nós está como um alvo para novos atentados. Quem me garante que outro camarada, com problemas nessas empresas não decida vir se vingar em nós?”, questiona.

 

Sobre o assassinato, o expressaorondonia.com.br procurou o presidente do Sindicato dos Urbanitários (Sindur), Naylor Gato e, conforme ele, “estamos questionando a Energisa” sem maiores explicações e só depois de insistirmos ele disse que o assunto “está sendo tratado pela Assessoria Jurídica”.

 

ADVOGADOS ESPERAM ORIENTAÇÃO

 

O escritório jurídico que atende o Sindicato dos Urbanitários – Sindur, ainda está esperando qual a orientação que a diretoria, presidida pelo sindicalista Naylor Gato, vai dar para o acompanhamento do caso que resultou no assassinato do eletricista Gerson Francisco Nunes, morto a tiros pelo comerciante Evandilson Veloso de Oliveira.

Direito ao esquecimento

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