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Irmão de ex-senador e empresário poder ter sido vítima de grupo de extermínio

As investigações começaram após a prisão de um suspeito no ano de 2014 pela Polícia Civil, que agiu em parceria com a PF.

Da Redação

07 de Julho de 2016 às 09:19

Foto: Divulgação

As investigações da Polícia Federal que culminaram na operação Mors aponta, que entre os crimes atribuídos ao “Grupo da Morte”, grupo de extermínio responsável por pelo menos 10 execuções, que tinha seus integrantes conhecidos como os “Assassinos da Moto Preta”, podem ter sido vítimas, Mazinho Amorim, irmão do ex-senador da republica Ernandes Amorim e o empresário Arthur Wanderbroock. O bando também tentou coagir um juiz e um promotor de justiça efetuando disparos em direção aos servidores da justiça. 

Todas as mortes foram executadas de forma fria e na maioria das vezes em plena via pública. Os presos na operação foram encaminhados até e sede Polícia Federal na cidade de Ji-Paraná, onde logo em seguida serão levados para o centro de correição em Porto Velho.

Ao todo, está-se dando cumprimento um total de 49 medidas judiciais, sendo:  35 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão, na sua maioria, contra servidores públicos integrantes de órgãos de segurança pública do Estado. As ações ocorrem nos estados de Rondônia e Mato Grosso.

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Os integrantes do grupo que estão envolvidos em diversos crimes como extermínio, agiotagem, corrupção, lavagem de dinheiro, abusos de autoridade, ameaças, fraude processual, intimidação de testemunhas, porte, posse e comércio ilegal de armas de fogo, segurança particular ilícita e até tráfico de drogas. Um advogado e um policial civil também foram conduzidos para prestar esclarecimentos.

Os policiais, envolvidos com a organização criminosa, começaram a realizar execuções como uma forma de justiça privada, da qual eram vítimas pequenos infratores locais. Os crimes começaram a ocorrer de forma desenfreada e as execuções começaram a ser realizadas pelas mais variadas e gratuitas razões, que iam, desde cobranças de dívidas, até crimes encomendados, como ocorre em regra nas mortes executadas por os grupos de extermínio.

 

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