Crescimento do Lula nas pesquisas e os investimentos expressivos em RO podem reverter o destino do voto
Foto: Divulgação
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Há decisões e iniciativas que geram consequências e as que apenas se limitam a efeitos publicitários. Ao anunciar em Nova York o investimento de US$ 1 bilhão no Fundo Florestas Tropicais para Sempre, o presidente Lula da Silva se propôs a “liderar pelo exemplo”. Sugeriu aos supostos liderados – os demais países do mundo – aportarem contribuições similares ao Fundo para permitir o início das operações, mas por ora o anúncio só teve efeitos publicitários, dos quais o inferno está cheio.
O Fundo, de fato, só será criado na COP30, em Belém, quando, novamente anunciado, passará a ter a obrigação de produzir mais que efeitos publicitários. Importa que vá além da propaganda, sobretudo depois do anúncio da recandidatura do presidente. A propaganda é a obsessão elementar de qualquer candidato, mas sem as consequências necessárias, até anunciar maravilhas acaba virando demérito. Não se pode esquecer que isso já aconteceu com o PAC: mesmo sendo a peça de maior propaganda do governo Dilma, não evitou que ela fosse cassada por motivos pífios.
Vale dizer que o Fundo é uma necessidade e fará bem ao mundo que tenha consequências, pois o bilhão anunciado por Lula é apenas um dos US$ 125 bilhões que precisam integrá-lo. Independente da propaganda e da recandidatura, é importante que haja de fato as consequências esperadas para que o feitiço não vire contra o feiticeiro. No caso, consequências para sempre.
Com seus atuais deputados estaduais desgastados, e no plano federal, perdendo seus federais eletivos, o MDB busca a renovação dos seus quadros para formatar suas chapas para a disputa das cadeiras a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados nas eleições do ano que vem. Um dos incumbidos para a garimpagem de novas lideranças é o dirigente Jose Luís Lenzi, participante das gestões do partido. A medida visa oxigenar o MDB que tem tradição de dar a volta por cima quando está fora do poder. É o partido que mais elegeu governadores no estado.
O ex-governador Ivo Cassol ainda não decidiu quem irá apoiar a sucessão do governador Marcos Rocha. Entre um churrasco e outro, uma pescaria daqui e dali, e um chimarrão, seu coração balança entre o atual prefeito de Cacoal, Adailton Fúria e o senador Marcos Rogério.Se escolher Adailton Fúria voltará a pular cirandinha com seu mentor, o ex-deputado federal Expedito Junior depois de uma ruptura de quase uma década. Se optar por Marcos Rogério, será coerente com seu eleitorado, já que Rogério se tornou uma espécie herdeiro dos votos de direita.
Ariquemes que está de asas crescidas tem cogitados candidatos ao Senado e ao governo do estado nesta temporada. São eles o presidente da ALE Alex Redano e o senador Confúcio Moura ao CPA Rio Madeira e o deputado estadual da extrema direita, Delegado Camargo ao Senado. Também figura com dois deputados federais na peleja pela reeleição, que são o delegado Thiago Flores e o populista Rafael Fera, aquele que ingressou na cadeira do afastado deputado Eurípedes Lebrão. O Vale do Jamari alcança atualmente sua maior representatividade, já que também possui excelentes deputados estaduais.
Típicos das temporadas que antecedem as eleições ao governo do estado, os balões de ensaio se sucedem para ver o que pode colar, ou inserir políticos no contexto de candidaturas a vice-governadores. Mas num cenário tão incerto com tantas indefinições até sobre os postulantes aos cargos majoritários, os balões acabam se esvaziando rapidamente. É certo que lideranças expressivas, que estarão fora da peleja pelo Palácio Rio Madeira, sede do governo estatual, vão tentar indicar vices, casos de Ivo Cassol no interior e Leo Moraes na capital, Alex Redano no Vale do Jamari.
No momento de crescimento do atual presidente Luís Inácio Lula da Silva nas pesquisas, em expressivos investimentos do governo federal em Rondônia, casos da BR 364, ponte binacional em Guajará Mirim e a possível confirmação da construção da usina hidrelétrica de Tabajara em Machadinho do Oeste, esta aposta dos políticos rondonienses numa corrida aos partidos conservadores poderá se transformar num tiro no pé. Na capital, por exemplo, o bolsonarismo não tem a importância que existe no interior e a iniciativa precisa ser reavaliada.
*** Mesmo sem a expectativa da presença do ex-presidente Jair Bolsonaro acompanhando sua candidatura em Rondônia, já que está preso e com tornozeleira em sua residência, o pecuarista Bruno Scheit já está montando sua equipe de campanha. É fé no mito e pé na estrada *** O Cone Sul rondoniense, depois de décadas, espera eleger novamente deputado federal. O último foi Natan Donadon, que foi cassado. Mas a região já vê parlamentares de peso, como os pioneiros Reditário Cassol e Arnaldo Lopes Martins *** O PT rondoniense, depois de várias temporadas de arraso nas urnas já está otimista com as eleições 2026. Se constata vários candidatos já se movimentando para a disputa das cadeiras a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!