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ELEIÇÕES 2020: O Leo fez ‘dança de rato’? – Por Paulo Andreoli

Por Paulo Andreoli

Por Paulo Andreoli

18 de Setembro de 2020 às 15:32

Foto: Divulgação

Você pegou pesado com o Leo? Mano o que foi aquilo? Este é o texto do Andreoli que conheço? Até um dirigente emplumado ligou rindo as bicas com o bico longo. O próprio Leo zangou no zapzap. 
 
Tudo por conta de meu texto sobre sua decisão de abandonar pleito eleitoral no último minuto, sem avisar ninguém, além de sua panelinha de amigos jovens empresários, herdeiros de fortunas.
 
Nem os pré-candidatos a vereador sabiam da decisão que transformou a nominata do PODEMOS na legenda da morte. Sem um majoritário, diminuem os recursos que podem ser usados na campanha. Com alguns medalhões, virou quase um jogo de cartas marcadas.
Andreoli, você está p...com o Leo? 
 
Não, estou decepcionado. Tratou todos da cidade, inclusive sua gigantesca base eleitoral com desdém, fazendo um joguinho de deixar para última hora sua decisão. Se sabia que não ia, tinha que ter tido dignidade de avisar para que não tumultuasse o processo eleitoral.
 
Um conhecido com poucas ‘papas na língua’ tipificou a manobra de vai ou não vai como ‘dança de rato’. Discordei, mas discordei mesmo dessa afirmação, Leo não faz dança de rato.
 
Aproximei-me do jovem parlamentar no inicio de 2014. Na época da enchente. Voltava de uma reportagem investigativa no sul do Pará, mais precisamente de Novo Progresso. No aeroporto em Brasília, tivemos uma conversa séria. Tinha em mãos documentos que comprovavam o superfaturamento na compra de cestas básicas. Fizemos um compromisso de denunciar e não arregar até o final. Sem ceder as pressões judiciais e financeiras.
 
Depois desta primeira situação, outras vieram e demonstraram para mim, que Moraes era diferenciado. Criou-se uma amizade. É dele o voto de minha família. Do tipo, mexeu com Leo, mexeu comigo.
 
Mas não concordei com sua ação de deixar todos na expectativa. Tratou a cidade como dele. Pensou unicamente nele e seu grupo de amigos playboys endinheirados.
 
Então fica assim. Desculpe-me se fui duro e grosso, Leo. Escrevi no calor da emoção, que álias anda a flor da pele deste velho pai. Mas repense suas ações. Você tem uma legião de pessoas que acreditam no seu trabalho e tratar todos com sinceridade e fidalguia faz parte da essência do político de modos republicanos. Que seja feliz em Brasília.
 
Quando quiser almoçar, pode marcar. Mas não dê o cano, como da última vez, que deixou eu e família lá em casa com cara de tacho e comida fria.
Direito ao esquecimento

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