As penas aplicadas aos réus ultrapassam 40 anos de reclusão em regime inicial fechado, considerando a participação individual reconhecida judicialmente em crimes como organização criminosa, incêndio, explosão e dano qualificado
Foto: Rondoniaovivo
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A Justiça de Rondônia proferiu condenações em primeira instância contra 21 réus envolvidos em uma série de ataques criminosos registrados no estado em janeiro de 2025. Os crimes, que incluiram incêndios contra ônibus escolares e coletivos, caminhões, veículos, repartições públicas e patrimônio do Estado, foram julgados pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho nos autos da Ação Penal julgando parcialmente procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia.
As penas aplicadas aos réus ultrapassam 40 anos de reclusão em regime inicial fechado, considerando a participação individual reconhecida judicialmente em crimes como organização criminosa, incêndio, explosão e dano qualificado.
Entre as condenações está a de Jean Pereira Leite, apontado durante a investigação como uma das lideranças responsáveis por emitir ordens para os ataques, recebendo uma pena fixada em 40 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, além de 1 ano, 3 meses e 20 dias de detenção.
O trabalho investigativo foi conduzido pela Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DERF - Patrimônio), que instaurou o Inquérito Policial nº 2961/2025 para identificar tanto os executores imediatos quanto os responsáveis pelo planejamento, articulação e transmissão das ordens criminosas.
As apurações revelaram uma estrutura organizada com divisão de funções e diferentes níveis de atuação, permitindo individualizar condutas relacionadas ao comando, planejamento, apoio logístico e execução por meio de análises de dados extraídos de aparelhos celulares e cooperação com a Polícia Civil do Mato Grosso.
O avanço das investigações culminou, em 20 de agosto de 2025, na deflagração da Operação Escudo de Rondônia, coordenada pela PCRO através da DERF (Patrimônio) em atuação integrada com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Rondônia e apoio de outros órgãos de segurança pública.
A ação mobilizou mais de 130 policiais para o cumprimento de 31 mandados de prisão preventiva e 23 de busca domiciliar de forma simultânea em Porto Velho, Ariquemes, Guajará-Mirim, Ouro Preto do Oeste, Mirante da Serra e Jaru, em Rondônia, além de Catanduvas, no Paraná.
Durante o processo, a Justiça reconheceu a regularidade das provas digitais e a preservação da cadeia de custódia, destacando a ausência de indícios de manipulação ou adulteração dos vestígios probatórios.
A integridade dos arquivos foi assegurada pelo uso de HASH SHA-256 e subsidiada por relatórios técnicos como o Relatório de Análise de Dados de Dispositivo Eletrônico elaborado pela Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado do Estado de Rondônia (FTICCO).
A Polícia Civil destacou que o resultado judicial evidencia a relevância da investigação qualificada e da cooperação institucional para responsabilizar criminalmente os envolvidos em ações coordenadas no estado.
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