NA CAPITAL: Prefeitura estende vacinação contra Covid-19 a moradores em condição de rua

Imunização atende idosos e portadores de doenças crônicas

NA CAPITAL: Prefeitura estende vacinação contra Covid-19 a moradores em condição de rua

Foto: Divulgação

 

Um dos grupos sociais mais vulneráveis a enfermidades, os moradores em condição de rua são prioridade no processo de imunização contra a Covid-19, em Porto Velho.
 
 
A aplicação das doses nesta população começou na segunda-feira (12) e encerrou a primeira etapa na sexta-feira (16). Cerca de 40 doses da vacina foram aplicadas.
 
Raony Gomes explica a atuação da Semusa
Raony Gomes explica a atuação da Semusa
 
“Estas pessoas estão mais afastadas da rede de saúde. Estão mais expostas a doenças e, em alguns casos, apresentam comorbidades”, explica Raony Gomes, psicólogo da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
 
 
A vacinação contra a Covid-19 nessa população, assim como na rede convencional, prioriza os idosos com mais de 60 anos. No entanto, diante do quadro clínico de muitos deles, a Semusa também estendeu a imunização a soropositivos e portadores de tuberculose.
 
 
Por se tratar de uma população dispersa e flutuante, a secretaria concentrou as aplicações na Paróquia Sagrada Família, que mantém parceria com a Prefeitura para fornecer alimentação e higiene a essa população.
 
 
A ação conta, ainda, com o apoio das equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasf), que atuam na abordagem psicológica e social desses moradores.
 
 
Giovany Lima explica o trabalho de acolhimento e informação Giovany Lima explica o trabalho de acolhimento e informação
 
Na prática, os servidores aproveitam o mapeamento e vínculos já estabelecidos com estas pessoas para reforçar a importância da imunização.
 
 
“A população em situação de rua tem, por motivos lógicos, muitas dificuldades para se imunizar e até para obter informações sobre a vacina e a doença. Precisamos de um tempo para informá-los sobre eventuais reações adversas, a localização e data de aplicação da segunda dose”, explica Giovany Lima, psicólogo da Semasf.
 
 
Um dos moradores imunizados foi José Tibúrcio, de 62 anos. Vivendo recentemente na rua, ele relata que a vacina é uma nova chance para seguir em frente.
 
 
“A gente sente que ganha mais um gás para encarar a vida. Agora acredito que podemos seguir em frente com mais segurança”, disse o morador.
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