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ÁGUA: Estudo mostra 11 locais em condições para construir aterro sanitário na capital

O levantamento não cita a área próxima ao campus da UNIR, perto do condomínio ‘Recanto dos Pássaros’, onde estão situadas as principais nascentes de água que abastecem a capital

Rondoniaovivo

27 de Setembro de 2020 às 09:46

Atualizada em : 27 de Setembro de 2020 às 10:38

Foto: Divulgação

Um estudo intitulado ‘Alternativas Locacionais Para a Disposição de Resíduos Sólidos Urbanos na Área de Porto Velho-RO’, elaborado pelo CPRM - Serviço Geológico do Brasil, mostra vários locais na cidade em condições para a construção de um aterro sanitário.

 

O relatório ficou pronto em 1999 e foi feito pelos geólogos Antônio Sílvio Jornada Krebs, Amilcar Adamy e Mauro Rodrigues Reis. O levantamento, na época, atendia à uma solicitação da Prefeitura Municipal de Porto Velho, do Estado de Rondônia, em função de uma exigência do Ministério Público Estadual, onde foi feita uma seleção de áreas para a disposição de Resíduos Sólidos Urbanos.

 

Ao todo, onze locais em Porto Velho, em diferentes pontos da capital foram analisados em relação às condições para a construção de um aterro sanitário. Tudo conforme critérios estabelecidos pela Legislação Ambiental Brasileira bem como critérios seletivos relacionados aos aspectos do meio físico e aos aspectos socioeconômicos.

 

CRITÉRIOS

 

Entre os critérios adotados no estudo estão: o aterro deverá situar-se a mais de 200 m de nascentes, arroios, rios e outros mananciais d'água. Distância medida horizontalmente a partir da cota máxima de inundação; situar-se no mínimo a 2 km de núcleos residenciais, por razões sanitárias; a área para disposição dos resíduos sólidos deverá estar de acordo com a legislação de uso do solo vigente; não deverá situar-se à margem de rodovias, mantendo uma distância mínima de 20 metros.

 

Nenhuma dessas áreas do estudo fica próxima de aonde está localizado o condomínio de chácaras ‘Recanto dos Pássaros’, perto do campus da UNIR, na BR 364, sentido Acre. Os moradores da região estão se unindo para impedirem que no local seja construído o aterro sanitário, que irá atender a Porto Velho e Candeias do Jamari.

 

Nessa região existem sete nascentes de água(FOTO), que abastecem os principais cursos de água em nossa cidade. Um desses, é o rio Bate Estaca, que corta parte da zona Sul, em Porto Velho, e é usado pela Caerd, para fornecimento de água para a capital. O rio Mato Grosso também é outro é outro importante curso de água que dependem dessas nascentes para existir.

 

 

 Conheça as áreas que, segundo o estudo, estão aptas a receberem o aterro sanitário de Porto Velho:

 

 

- Área 1 - Situa-se cerca de 10 km a sul da mancha urbana, seguindo-se pela estrada Três Buritis. Este local possui aproximadamente 25 ha e corresponde a uma porção baixa com cotas que variam de 50 m a 80 m.   Esta área é atualmente usada para fins agropecuários e a cobertura vegetal é constituída predominantemente por gramíneas.

 

 

- Área 2 - Corresponde a uma área com aproximadamente 100 ha, localizada nas proximidades do cruzamento da estrada da Viçosa com a estrada Colônia do Garça. Situa-se aproximadamente a 14 km do centro produtor de lixo e pode ser alcançada percorrendo-se 10 km através da BR 364 e 5 km através de estrada municipal, está com boas condições de trafegabilidade em qualquer época do ano.

 

- Área 3- Corresponde a uma área de extração de areia ainda em atividade, com aproximadamente 25 ha, situada nas proximidades da Colônia Linha do Garça. O acesso à área pode ser realizado partindo-se do limite da mancha  urbana, percorrendo-se 3,5 km pela BR-364 até a estrada municipal que dá acesso à Colônia Linha do Garça. A partir daí, até a área, percorre-se mais 5 km através de estradas não pavimentadas mas em boas condições de trafegabilidade em qualquer época do ano. Não apresenta nenhum impeditivo do ponto de vista legal para este tipo de uso, pois situa-se a uma distância de 5 km da mancha urbana e da BR-364, não abrigando nenhum corpo d'água em uma distância inferior a 200 m, estando a vegetação nativa presente somente nos entornos da área e não abrigando nenhuma área especial de proteção.

 

- Área 4 - Corresponde a uma antiga área de extração de areia com 39 ha que atualmente encontra-se desativada. Situa-se nas proximidades da Colônia Linha do Garça e o acesso pode ser realizado partindo-se do limite da mancha urbana, percorrendo-se 3,5 km pela BR-364 até a estrada municipal que dá acesso à Colônia Linha do Garça. A partir daí, até a área, percorre-se mais 6 km através de estradas não pavimentadas mas em boas condições de trafegabilidade em qualquer época do ano.

 

- Área 5 - Esta área situa-se nas proximidades da área 3 e o acesso pode ser realizado partindo-se do limite da mancha urbana, percorrendo-se 3,5 km pela BR-364 até a estrada municipal que conduz à Colônia Linha do Garça. A partir daí, até a lavra de areia, percorre-se mais 5 km através de estradas não pavimentadas mas em boas condições de trafegabilidade em qualquer época do ano. Da lavra de areia até esta área, percorre-se mais 2 km através de estrada secundária, em péssimas condições de trafegabilidade.

 

- Área 6 - Esta área situa-se a cerca de 3 km ao sul da mancha urbana, a partir da BR-364, seguindo-se pela estrada Treze de Setembro. Este local fica próximo ao início da Estrada da Viçosa, possui aproximadamente 50 ha e apresenta boas condições de trafegabilidade em qualquer época do ano.   Esta área atualmente é usada para fins agropecuários e corresponde a uma porção baixa, com cotas que variam de 50 m a 80 m, com cobertura vegetal constituída predominantemente por gramíneas. Por situar-se à pequena distância da mancha urbana, possui alto índice de desmatamento e, por consequência, nas suas proximidades já ocorrem áreas invadidas ou ocupadas irregularmente.

 

- Área 7 - Corresponde a uma área de pastagem com aproximadamente 100 ha, situada nas proximidades do cruzamento da Linha 21 com a estrada PV-08. Esta área, da mesma forma que as áreas 8, 9 e 10, foi pré-selecionada considerando-se, principalmente, as informações obtidas a partir da interpretação das fotografias aéreas e imagens do satélite LANDSAT-TM, bem como a leitura de mapas disponíveis na REPO.

Após os trabalhos de campo, verificou-se que a grande distância de transporte a partir do centro gerador de lixo, as péssimas condições de trafegabilidade em qualquer época do ano, bem como a existência de várias outras áreas com maior favorabilidade foram fatores decisivos para descartar-se esta área. 

 

 

- Área 8 - Esta área situa-se a cerca de 3 km ao norte da mancha urbana, a partir da avenida Amazonas. Atualmente o acesso é realizado seguindo-se pela estrada que conduz à Colônia Penal, até a Linha 21, e, a partir desta, percorre-se mais 6 km até a área indicada.

 

 

- Área 9 - Corresponde a uma área com mais de 100 ha, atualmente usada para implantação de pastagens e criação de gado, situada ao longo da Estrada 28 de setembro. A partir do limite da mancha urbana, o acesso é realizado pela estrada que leva à Colônia Penal. Daí em diante, percorre-se aproximadamente 8 km até o início da Estrada 28 de Novembro e, a partir desta, percorre-se mais 6 km por estrada municipal, em precárias condições de trafegabilidade, até a área indicada. 

 

 

- Área 10 - Situa-se a nordeste da mancha urbana, distante aproximadamente 16 km do centro produtor de lixo, ao longo da Estrada da Praia do Tamanduá. O acesso é realizado pela estrada que leva à Colônia Penal. Daí em diante percorre-se aproximadamente 12 km até a área indicada. 

 

- Área 11 - Esta área corresponde a uma superfície de aproximadamente 50 ha, situada ao longo da estrada que dá acesso à Colônia dos Periquitos. A partir da mancha urbana secundária, existente no início da referida estrada, pode-se chegar até a área indicada percorrendo-se aproximadamente 5 km por estrada municipal em boas condições de trafegabilidade em qualquer época do ano. 

 

Algumas dessas áreas estão degradas ou servem para atividade agropecurária e se localizam no entorno de Porto Velho

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