PROTAGONISTAS: Mulheres se destacam como produtoras culturais em Rondônia; conheça algumas delas

Mesmo assim, as mulheres ainda terão que implementar muitas ações para avançar para uma equidade

PROTAGONISTAS: Mulheres se destacam como produtoras culturais em Rondônia; conheça algumas delas

Foto: Divulgação

A Indústria Cultural ainda é um ambiente bem desigual quando tratamos de gênero, porém cada vez mais mulheres captam recursos e tornam-se protagonistas de projetos e iniciativas que dão visibilidade   e oportunidades para outras mulheres.

 

A falta de acesso e reconhecimento de produções de artistas mulheres historicamente repetiu na História da Arte. Dessa forma, as mulheres ainda terão que implementar muitas ações para avançar para   uma   equidade, sejam   elas   artistas   ou produtoras no mercado cultural.

 

De acordo com o Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro utilizando dados do IBGE, a cultura tem gerado 1 milhão de empregos  diretos e  indiretos,  movimentando um  total de   239  mil  empresas  e instituições, além de gerar 10,5 bilhões de impostos e representar cerca 2,62% do PIB.

 

O Setor Cultural tem participação do PIB   superior à   setores tradicionais, como as indústrias têxtil e farmacêutica. Tais dados evidenciam a relevância do setor no Brasil.

 

Conheça algumas mulheres que são destaque em RO

 

VIRGINIA DUAN – é produtora cultural há dez anos, tendo desenvolvido projetos com potencial para cinema e televisão, além de prestar serviços especializados para projetos culturais. Coordenou e realizou a curadoria do Cine Banguê (cinema da Fundação Cultural da Paraíba – Funesc) de 2015 a 2019. Também atua como produção geral e editora do podcast PPKast. Aprovou o FantaCine: I Mostra de Cinema Fantástico de Rondônia (Edital Pacaás Novos), o Cinema em formação: Oficina de Produção executiva para audiovisual (Edital Mary Cyanne), a pesquisa cinematográfica Inferno Verde (Edital Alejandro Bedotti) e a obra experimental Ressignificações (Edital Jair Rangel Pistolino).

 

 

A Mostra FantaCine através de uma programação diversificada, gratuita e democrática, será a 1ª de Cinema Fantástico de Rondônia, constituído de exibições virtuais de filmes produzidos por realizadores audiovisuais locais e de diferentes partes do País. Por filmes fantásticos, definimos produções que possuam características que rompam a barreira da naturalidade, realidade, englobando os gêneros de ficção científica, terror e fantasia.

 

MARI SANTOS – é Marilsa Santana dos Santos, artista e produtora cultural, poeta, rapper, pesquisadora panafricanista e mulherismo africana, historiadora e radialista. Aprovou o curta experimental: Planeta Fome (Edital Jair Pistolino), a Live Negra Mari – Extracotidiana, acústico (Edital Mary Cyanne) e a gravação do EP e Clipe Negra Mari – Extracotidiana (Edital Marechal Rondon)

Os projetos que propôs tem uma importância pelo processo de construção das músicas, o curta que produzirá é inspirado na fala de Elza Soares em sua primeira aparição pública como cantora e talvez esse seja o mais desafiador transformar em filme toda a fome do planeta.

 

CAROLINA ZEMUNER – é advogada, ex-membro/diretora do Coletivo Mina Livre nos anos de 2018/2019, onde atuou como assistente de produção no Festival MinaLivre e de Feiras de mulheres empreendedoras, organização de grupos de estudos e entrevistas para canais de tv regionais, tendo participação na produção artística do Festival Internacional de Compositoras – Sonora – Porto Velho, na edição de 2019, atualmente é musicista na Bateria Pura Raça da Escola de Samba GRES Asfaltão e na bateria do Bloco de Mulheres Eu te avisei, ambos da cidade de Porto Velho/RO.

 

É criadora, roteirista e podcaster do PPKast. Aprovou a produção de Episódios inéditos da Série Mulheres Criando do podcast PPKast (Edital Marechal Rondon). A Série trata-se de um especial de 5 episódios em formato de entrevista nas seguintes temáticas: Mulheres Instrumentistas, Artistas Visuais do Norte, Cultura Afro-amazônida, Escritoras de Rondônia e Mulheres refugiadas e a gastronomia.

 

BETÂNIA AVELAR-  é mulher afroameríndia, amazonida, cinéfila, produtora cultural e militante ambientalista. Formada em Comunicação Social-UNIRON (2007) e Ciências Sociais – UNIR (2018). Atualmente desenvolve ações como produtora cultural no Sesc Rondônia onde responde pelas linguagens de Artes Visuais, Audiovisual e Arte e Educação. Aprovou o projeto Pesquis_Ação(Edital Alejandro Bedotti).

 

 

Tal cinematografia do Falso Documentário, terá como base uma pesquisa escrita inédita de roteiro cinematográfico de curta-metragem, que pretende desenvolver ficção em gênero falso documentário sobre as práticas “neo-cinepentecostais”. Essa ficção é proposta enquanto uma sátira do constante processo de sucateamento e abandono de bens, aparelhos e práticas artístico culturais.

 

RAISSA DOURADO – realizadora audiovisual, artista visual, nascida em Porto Velho, Rondônia. Venceu o prêmio de melhor direção no II Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa – Natal/RN (2011), com o filme “Vermelho”, exibido no Festival Internacional de Cinema Independente Off Plus Câmera, na Cracóvia (Polônia). Ganhou o prêmio “Lídio Sohn” de Audiovisual, com o documentário: “Vozes da Memória” (2019). Foi selecionada pelo Itaú Cultural – “Arte como Respiro e premiada no 3º Concurso de Documentário da Tv Câmara. Aprovou os projetos: o LABdoc: laboratório de documentário (Edital Mary Cyanne), a Pesquisa Híbrida: Cidade Submersa (Edital Alejandro Berdotti), o Média- metragem: Vozes da Memória II, aSérie Documental : 4 Décadas (Edital Jair Rangel Pistolino), o Festival de Cinema: Guaporé Festival Internacional  de cinema Ambiental (Edital Pacaás Novos).

 

 

A Série documental  4 Décadas, nasce da indignação em relação ao cenário de holocausto ambiental que  novamente se configura na região amazônica. A cineasta nasceu em  Rondônia exatamente no mesmo período em que a BR-364 era pavimentada, período do avanço da fronteira agropecuária e urbana para cima da  floresta.

 

 Dessa forma mostrará parte das mudanças ambientais e culturais ao longo de quatro décadas de história de Rondônia,  como forma de contribuir para o debate e a organização coletiva para o enfrentamento das  sérias questões socioambientais aqui em foco.

 

IZABELA LIMA – é cantora, compositora, instrumentista e produtora cultural. É integrante do grupo 3DNós, Zazumbeats, GRES Asfaltão e do Bloco de Mulheres Eu te Avisei. É apresentadora e roterista no podcast rondoniense “PPKast – um podcast feminista” e foi produtora executiva do Álbum Perfume d(n)os olhos do 3DNós. Atualmente coordena o Festival Internacional de Compositoras – Sonora PVH.

 

 

 Aprovou a produção de episódios do podcast PPKast – sobre feminismo, cultura, relacionamento e curiosidades (Edital Aluízio Batista Guedes) e a realização do III  Festival Internacional de Compositoras – Sonora PVH | Sonora LAB (Edital Pacaás Novos). O Festival Sonora PVH | Sonora LAB é uma iniciativa que busca dar a cada ano mais visibilidade às produções musicais de compositoras locais, as quais integram a programação dos shows musicais a serem exibidos nas redes sociais.

 

 Neste ano realizará o Sonora LAB, o laboratório de produção para artistas mulheres cis e trans por meio de oficinas culturais online. Com isso, evidenciará compositoras regionais, disponibilizará informação e conteúdo de base visando uma atuação inclusiva, diversificada e potencializadora, consolidando a rede de artistas mulheres de Rondônia.

 

Fonte: Blog da Luciana Oliveira

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