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ESTUDO: Brasil tem maior taxa de contágio por coronavírus do mundo

48 países foram analisados em um estudo

NOTÍCIAS AO MINUTO

29 de Abril de 2020 às 14:29

Foto: Divulgação

 

RUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - O Brasil tem o maior número de reprodução de Covid-19 (doença provocada pelo coronavírus) entre 48 países analisados pelo Imperial College de Londres. O indicador, também chamado de R, mostra para quantas pessoas cada infectado transmite a doença. Quanto mais alto, maior a velocidade de transmissão, e maior o risco de uma possível sobrecarga no sistema de saúde.
 
 
Na semana que começou nesta segunda (26), o R do Brasil era 2,81, ou seja, cada infectado transmite a doença para cerca de 3 pessoas, segundo as estimativas do centro de doenças infecciosas da universidade (MRC), um dos mais respeitados do mundo na análise de epidemias.
 
 
Em vários países do mundo, governos têm cons
iderado que as restrições de mobilidade só podem ser relaxadas sem risco para o sistema de saúde se o número de reprodução estiver abaixo de 1.
 
Na Alemanha, considerada uma das nações mais bem-sucedidas no controle da doença, o número de reprodução calculado pelo MRC é 0,8 (com uma variação de 0,65 a 1,14).
 
 
Ao lado dos Estados Unidos, o Brasil é um dos 2 únicos países com previsão de mais de 5.000 mortes para a próxima semana, e a tendência é de crescimento nos contágios, segundo o estudo, assinado por 47 pesquisadores.
 
 
O instituto estima a tendência de contágio e o número de mortes na próxima semana, para os 48 países que, nesta semana, contabilizavam ao menos cem mortes pelo coronavírus desde o começo da pandemia e no mínimo dez mortes em cada uma das duas semanas anteriores. O Brasil faz parte dos 9 entre os 48 países em que a infecção pelo coronavírus está em trajetória ascendente. O mesmo ocorre em Canadá, Índia, Irlanda, México, Paquistão, Peru, Polônia e Rússia.
 
 
Com base nos cálculos, a transmissão do coronavírus está caindo em 4 dos 48 países estudados: Itália, França, Espanha e República Dominicana. Em 23, incluindo Alemanha, Portugal, Bélgica, Colômbia e EUA, está estabilizada (veja lista completa abaixo).
 
 
 
A tendência é incerta em 12 nações, incluindo a Argentina e a Coreia do Sul, afirma o estudo.
 
 
Em relação ao número de mortes projetadas para a próxima semana, Brasil e Estados Unidos estão na categoria "muito alto", acima de 5.000. Há 10 países na categoria "alto" (de 1.000 a 5.000), e 14 na "relativamente alto" (de 100 a 1.000). Em 22 países, o estudo aponta um número "relativamente baixo" (menos de 100) de mortes na próxima semana.
 
 
Para fazer a projeção de mortes para a semana seguinte, o Imperial College se baseia no número divulgado de mortos, que é considerado mais confiável que o de casos confirmados (nos quais a política de testes pode ter muito impacto). A precisão das estimativas varia de acordo com a qualidade da coleta e divulgação dos dados em cada país. Naqueles em que há falha na divulgação dos dados, as previsões podem estar subestimadas.
 
 
O centro também ressalva que as estimativas de transmissão refletem a situação epidemiológica no momento da infecção dos casos de morte por Covid-19. Ou seja, o impacto de medidas de controle aparece com uma defasagem de cerca de dez dias. Números subestimados Outro objetivo do estudo é analisar a contabilidade de casos por país. Os números de mortes divulgadas é comparado com o de casos informados pelo país, para verificar se a proporção entre os dois dados obedece ao esperado.
 
 
 
As premissas para essa análise são as de que todas as mortes foram informadas, e de que o intervalo entre a confirmação de um caso e a morte é em média de dez dias (com desvio padrão de 2 dias) e a taxa de mortalidade por caso confirmado é 1,38% (de 1,23% a 1,53%, com intervalo de confiança de 95%).
 
 
Com base nesses parâmetros, o MRC calcula que o número confirmado de casos no Brasil é 10,4% da quantidade efetiva, o sexto menor entre os 48 países, à frente da Hungria, com 10,3%, e atrás do Reino Unido, com 10,6%. O México é o país com maior subnotificação de casos: com base no número de mortes relatadas, o número de casos confirmados é 5,8% do total efetivo.
 
 
Os países mais precisos no relato do número de casos, de acordo com a análise do Imperial College, são Israel (100% dos casos efetivos reportados) e Arábia Saudita, com 93%. Até 26 de abril, mais de 2,8 milhões de casos de Covid-19 haviam sido confirmados no mundo, com mais de 190 mil mortos.
 
 
TRANSMISSÃO EM ALTA
 
 
Brasil
 
Canadá
 
Índia
 
Irlanda
 
México
 
Paquistão
 
Peru
 
Polônia
 
Rússia
 
 
TRANSMISSÃO EM QUEDA
 
 
Itália
 
Espanha
 
França
 
República Dominicana
 
 
TRANSMISSÃO ESTABILIZADA
 
 
Alemanha
 
Argélia
 
Bangladesh
 
Bélgica
 
Colômbia
 
Equador
 
Egito
 
Estados Unidos
 
Filipinas
 
Grécia
 
Holanda
 
Indonésia
 
Irã
 
Israel
 
Panamá
 
Portugal
 
Reino Unido
 
República Tcheca
 
Romênia
 
Suécia
 
Suíça
 
Turquia
 
Ucrânia
 
 
TENDÊNCIA INCERTA
 
 
Arábia Saudita
 
Argentina
 
Áustria
 
Chile
 
Coreia do Sul
 
Dinamarca
 
Finlândia
 
Hungria
 
Japão
 
Marrocos
 
Noruega
 
Sérvia
Direito ao esquecimento

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