BOLETIM CORONAVÍRUS - CLIQUE AQUI E FIQUE ATUALIZADO

SEU BOLSO: Redução de quase 31% no roubo de veículos ajudará na queda do preço do seguro?

Você sabia que a redução de roubos de carros, além de ser um alívio para a segurança pública também pode beneficiar o seu orçamento?

ASSESSORIA

01 de Abril de 2020 às 11:23

Foto: Divulgação

A fixação do preço de um produto ou serviço é um dos procedimentos mais complexos em todos os setores de produção. São vários os fatores a ser levados em conta na hora de determinar  um valor dependendo do que tem a ser comercializado: mão de obra, salário de funcionários, materiais, custos de comercialização, etc. No setor das seguradoras, esse processo fica mais complexo já que além dos demais aspectos, se adicionam custos financeiros e o elemento essencial: o risco de que o sinistro segurado aconteça. Então, uma redução no porcentual de sinistros, levaria uma queda no preço do seguro? confira.

 

Redução do roubo de veículos

 

Faz algum tempo que a onda de roubos de veículos vem descendo de forma geral, em muitos estados do Brasil. Já a mediados do ano passado, o Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros (SindsegSP) indicava que o estado de São Paulo, um dos estados com maiores taxas de criminalidade, registrava dois anos e meio de queda consecutiva no roubo de carros - ou seja trinta meses com taxas descendo- atingindo uma marca histórica. Nesse caso, o motivo da queda se identifica com a aplicação da lei dos Desmanches, uma lei que regulamenta o funcionamento de locais de venda de peças de veículos. De acordo com o Sindicato, aquela queda nos números de furtos e roubos provocou o recuo no preço meio dos seguros na capital de São Paulo; como explicou Manes Erlichman, sócio Diretor da corretora Minuto Seguros, “se você tem menos frequência de roubo nos grandes centros, isso vai impactar positivamente no preço do seguro”.

 

Atualmente a onda continua, e poderia trazer boas consequências para os segurados. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul, o roubo de veículos nesse estado desceu um 31% em 2019: quase cinco mil carros a menos em comparação com o ano 2018. Como explicam autoridades especializadas nessa categoría de crimes, se destacou o cercamento eletrônico, desenvolvido na parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Brigada Militar. Mesmo assim, a baixa nos índices de roubos de carros continua a ser um desafio para a polícia deste estado.

 

 Os números  parecem ser mais importantes se olhar para outros estados; no caso do Ceará a diminuição de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP) chegou ao seu 31° mês de queda. Dentro deles a redução mais importante foi a de roubo ou furto de veículos que se reduziu um 45% a menos em comparação com o ano anterior; tudo segundo a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará. De 8.657 roubos de carros contabilizados no ano 2018, passou para 4.696 roubos resgistrados pela SSPDS até finais do ano passado.

 

 

A redução de roubos supõe diminuição no valor do seguro?

 

A relação entre a possibilidade de ocorrência de um sinistro e o valor do seguro do bem a ser protegido é, ou deveria ser, bastante direta. Como explicou o Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização (SINDISEGRS), com este tipo de taxas de redução os preços dos seguros para carros devem cair também. para entender mais um pouco a Instituição esclareceu que a influência da violência e os crimes na composição final do valor das apólices pode chegar a ser de até 50%, principalmente nas grandes capitais do país, onde a criminalidade tende a ser maior do que em pequenos povoados ou cidades.

 

 Isto supõe então um fator a ser levado em conta para quem precisa renovar a sua apólice ou está na procura de contratar e não sabe como escolher um seguro para seu carro caminhão ou motocicleta. É que o preço das coberturas vai perceber o impacto, mesmo que  em média a queda será menor do que a diminuição porcentual da criminalidade, conforme acredita o Sindicato. 

 

Se espera, conforme o comportamento da maioria das seguradoras em comparação com o ano passado, que a redução da apólice seja no mínimo de 10%, mas já existem algumas seguradoras oferecendo diminuições de até 15% da tarifa.

 

Obviamente, não todas as coberturas vão mudar de preco de maneira idéntica. Na determinação do valor das apólices também são levadas em conta aspectos personalizados como a idade e género do cliente, a cidade onde mora e o modelo de carro, entre outros aspectos. Assim, um levantamento feito pela corretora Minuto Seguro sobre os preços dos seguros de carro mais vendidos em janeiro deste ano no Rio de Janeiro e São Paulo, mostrou que veículos como Jeep Renegade e o Volkswagen Gol têm o valor de cobertura mais alto, entanto o  Ford Ka e o Fiat Mobi Easy têm a taxa média mais barata. Ainda mais, com a introdução da tecnologia e inteligência artificial no setor, existem apólices que variam o seu valor dependendo do comportamento - seguro ou perigoso- do motorista, mediante monitoramento virtual.

 

O que fazer se o valor da sua apólice não cair?

 

 O que devia acontecer normalmente, é que o cliente visse a queda do preço no faturamento de um jeito automático. Caso contrário, a Diretora executiva da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) de Porto alegre, assessora: "Se a empresa não conseguiu justificar porque não reduziu o valor, e o motorista ficou nas mesmas condições, residindo no mesmo local, se não mudaram as condições do segurado, ele pode vir reclamar no Procon", sempre claro efetuando a reclamação prévia na companhia.

 

Como já foi explicado, a redução pode não ser diretamente proporcional à queda da criminalidade, mas precisa ser um fator levado em conta para as seguradoras, e também para os clientes que procuram cuidar da economia dos seus hogares. Ficar atento a fatura da apólice será essencial, mesmo como se manter em contato com a companhia se o desconto não se refletisse nela.

Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS