SENADOR DE RO: Marcos Rogério define morte de Ágatha como ‘‘sequela do combate ao crime"

O congressista do DEM fez adendo à fala de Eduardo Girão, do Podemos do Ceará, abordando inclusive a questão da excludente de ilicitude proposta no pacote de Moro

Rondoniadinamica

23 de Setembro de 2019 às 16:40

Foto: Divulgação

O senador de Rondônia Marcos Rogério, eleito pelo DEM, fez um adendo ao discurso do colega Eduardo Girão (Podemos-CE), abordando o caso da morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de apenas oito anos de idade, após ser atingida por bala perdida no Rio de Janeiro.

 

A fala foi entoada em sessão nesta segunda-feira (23).

 

Na visão do congressista, a morte da criança pode ser considerada sequela do combate ao crime organizado, conforme se depreende do discurso veiculado logo abaixo.

 

Assista:

 

 

Marcos Rogério destacou que as discussões sobre ações policias ocorrem de maneira ainda mais acentuada enquanto o parlamento discute alteração na legislação penal vigente. Mencionou, especificamente, o debate acerca da matéria a respeito da excludente de ilicitude proposta no pacote anticrime pelo ex-juiz e atual ministro de Justiça Sérgio Moro.

 

“Sempre que acontece um episódio como esse que aconteceu no Rio de Janeiro, acabam pegando essa situação e lançando mão dela para fazer um enfrentamento à ação policial”, asseverou.

 

Em seguida, fez mea-culpa:

 

“Obviamente, presidente, que todos nós lamentamos profundamente o ocorrido no Rio de Janeiro, e esse fato deve ser apurado à luz da legislação penal e à luz do regramento que nós temos hoje”.

 

Para Marcos Rogério, morte de criança inocente é efeito colateral  

 

Marcos Rogério falou logo em seguida, de maneira velada, sobre a política de Segurança Pública aplicada pelo governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC).

 

“Mas não se pode perder de vista que o combate ao crime, especialmente ao crime organizado, ele deixa sequelas. Lamentáveis, mas deixa”, asseverou.

Direito ao esquecimento

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