DESEMPENHO: Revista Veja destaca crescimento e benefícios das escolas bilíngues

Fawez Holanda, diretor da escola Maple Bear Porto Velho, comemora sucesso do método canadense

ASSESSORIA

30 de Agosto de 2019 às 16:36

Atualizada em : de de às

Foto: ASSESSORIA

Matéria publicada na edição desta semana da Revista Veja destaca o crescimento pelo Brasil das escolas bilíngues.

 

A reportagem apresenta um levantamento da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi) revelando que, desde 2014, o mercado cresceu 10%.  

 

Só em São Paulo, onde existem 71 instituições de ensino bilíngue e oito internacionais, o número de alunos saltou, em cinco anos, de 2 800 para 4 600, segundo a Organização das Escolas Bilíngues de São Paulo.

 

Na capital de Rondônia, o ensino bilíngue chegou em 2007  com a inauguração da escola Maple Bear Porto Velho, cujo diretor Fawez Holanda comemora o sucesso do método canadense. No ranking do Pisa ( Programa Internacional que produz indicadores  sobre a efetividade do ensino nas áreas de matemática, leitura  e ciências ) o Canadá ocupa a primeira colocação entre  os países de língua inglesa”. 

 

"A abordagem da Maple Bear é baseada no extremamente bem-sucedido modelo educacional canadense, referência mundial, que reconhece a importância de um currículo forte ao mesmo tempo que dá ênfase a métodos e estratégias de instrução", observa Fawez.   

 

 O crescimento do ensino bilíngüe é resultado das vantagens desse modelo de educação apresentado na matéria por especialistas ouvidos por Veja.  “O segundo idioma tem de fazer parte do dia a dia da escola, e não só de uma disciplina”, alerta Márcio Cohen, coordenador pedagógico da Eleva, escola do Rio de Janeiro que atua nesse segmento.

 

Segundo ele, seja qual for à quantidade de línguas oferecida, a ciência mostra que apresentar a criança a dois idiomas só faz bem ao seu desenvolvimento — e, quanto mais cedo, melhor. Como o aprendizado da segunda língua envolve áreas do cérebro distintas da usada para aprender a língua-mãe, ele incentiva a formação de novas sinapses.

 

Outra opinião de quem entende do tema confirma as vantagens de estudar em  dois idiomas. “Esse estímulo melhora, inclusive, o desempenho em outras tarefas cognitivas, como memória, raciocínio e criatividade”, diz Ariovaldo Silva, neurocientista da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

Conforme o texto da Revista Veja, no mundo ideal, todas as salas de aula brasileiras seriam bilíngues. No entanto, a Abebi calcula que no máximo 3% das 40 000 escolas privadas do Brasil ensinem um segundo idioma para valer (na Argentina e no Chile o porcentual chega a 10%).

 

Vivemos em um mundo conectado, e falar só português, de fato, limita os relacionamentos”, diz Claudia Costin, do Centro de Excelência em Políticas Educacionais da FGV. “Mas não se pode dizer que a escola tradicional esteja ultrapassada, desde que ela cumpra seu papel mais importante, que é ensinar a pensar.” 

 

Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS