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Ao mandar soltar ex-prefeito, desembargador confirma acordo de delação

Após quase sete meses preso no Centro de Correição da PM em Porto Velho, o ex-prefeito de Vilhena, Zé Rover (PP), deve passar em casa seu aniversário de 50 anos, que acontece no próximo dia 23.

Da Redação

07 de Junho de 2017 às 08:17

Foto: Divulgação

 Zé Rover usará tornozeleira, mas não ficará em prisão domiciliar

Após quase sete meses preso no Centro de Correição da PM em Porto Velho, o ex-prefeito de Vilhena, Zé Rover (PP), deve passar em casa seu aniversário de 50 anos, que acontece no próximo dia 23. Ele deverá retornar à cidade nos próximos dias.

O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso ao Alvará de Soltura do ex-mandatário, assinado pelo desembargador Renato Mimessi, no qual estão listadas as medidas cautelares impostas a ele: entregar o passaporte, não entrar em nenhum prédio do poder público municipal na cidade, não ocupar função pública e comparecer em juízo a cada 15 dias para informar sobre as atividades que estiver exercendo.

Um trecho do documento chama a atenção, ao relacionar as restrições determinadas pela justiça: o ex-prefeito não deve “aproximar-se ou fazer/manter contato direto ou indireto, ainda que por interposta pessoa, com qualquer dos demais acusados ou com testemunhas arroladas no processo investigatório, salvo se necessário para o exercício de sua defesa ou relevante para o acordo de colaboração premiada...”

A ressalva indica que está mesmo para ser homologada a delação do ex-prefeito, que além de devolver valores em dinheiro (alguns falam em mais de R$ 4 milhões, embora o acordo esteja sendo mantido em sigilo) deverá incluir nomes de pessoas que cometeram crimes envolvendo a prefeitura e que passarão a ser investigadas nos desdobramentos da “Operação Stigma”, da PF, que desvendou todo o “esquemão municipal” e levou vários agentes públicos à cadeia.

Ao contrário do que este mesmo site afirmou anteriormente, Rover não ficará em prisão domiciliar. Ele usará monitoramento eletrônico, mas poderá se deslocar pela cidade, salvo nas hipóteses mencionadas nas medidas cautelares.

 

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