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Bancários fecham agência do Santander na capital em protesto contra onda de demissões

Bancários fecham agência do Santander na capital em protesto contra onda de demissões

Da Redação

03 de Dezembro de 2013 às 11:15

Foto: Divulgação

Funcionários e dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) fecharam, na manhã desta terça-feira, 3/12, uma agência do Santander no Centro de Porto Velho. A manifestação foi contra a onda de demissões que vem sendo promovida pelo banco espanhol em todo o país e em Rondônia a situação não é diferente.
A agência que teve o atendimento adiado por três horas (o manifesto durou das 7 às 10 horas) foi a Urbana, localizada na avenida Sete de Setembro e onde, recentemente, um funcionário de 27 anos de casa, acometido de doença ocupacional (LER/DORT) e mesmo sendo um empregado que sempre atingiu as metas exigidas, foi sumariamente desligado e sem nenhuma justificativa. Com mais essa demissão o Santander em Rondônia chegou ao índice de 10% do seu quadro funcional reduzido nos últimos 11 meses.
“É um completo contrassenso, um funcionário que dedicou boa parte de sua vida para dar lucro ao banco ser demitido sem a menor justificativa plausível. É uma tendência terrível que vem acontecendo nas agências do Santander no Brasil, exatamente o país onde o banco espanhol vem obtendo os maiores lucros. Enquanto na Espanha, país sede do Santander, ninguém é demitido (mesmo passando por uma longa crise financeira), aqui no Brasil, onde o banco lucra mais do que em qualquer outro país, está acontecendo esta verdadeira caça às bruxas e isso não podemos admitir”, disse o presidente do Sindicato, José Pinheiro, acrescentando que caso o banco não pare de demitir injustamente, o SEEB/RO vai fechar todas as agências do Santander por tempo indeterminado.
Para Clemilson Farias, diretor de imprensa do Sindicato, a situação que existente atualmente no Santander pode ser comparada a de um caminhão de 16 pneus, que ainda pode se sustentar e continuar ‘andando’ com uma ou duas rodas a menos.
“Mas no Santander a situação é diferente, porque ele (o banco) está tirando um pneu de cada vez e uma hora não vai ter nenhum para o caminhão rodar. Por isso agradeço a participação de todos os colegas neste manifesto, pois hoje foi um colega nosso, mas amanhã pode ser eu ou todos aqui”, discursou o dirigente, que é funcionário do banco.
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