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Mauro Nazif e o "emergencial" da publicidade - Por Paulo Andreoli

nova administração Municipal da Prefeitura de Porto Velho está se apropriando dos mesmos artifícios usados por vários anos na administração do afastado ex-Prefeito Roberto Sobrinho (PT). Pelo menos é o que transparece em relação à publicidade oficial do

Da Redação

15 de Março de 2013 às 11:44

Foto: Divulgação

A nova administração municipal da Prefeitura de Porto Velho está se apropriando dos mesmos artifícios usados por vários anos na administração do afastado ex-Prefeito Roberto Sobrinho (PT). E não é só pelo "modus operandi" de realizar obras públicas. Na publicidade oficial do munícipio, parece que também nada mudou.
Mauro Nazif (PSB), em caráter de urgência instaurou uma licitação emergencial de Publicidade e Propaganda, mesmo sabendo que já estava em curso na CPLM municipal o processo licitatório regular desde o mês de dezembro de 2012.
Sem publicar edital e de forma atabalhoada convidou agências de publicidade de Porto Velho que participaram das licitações do Governo do Estado, DETRAN e Assembléia Legislativa para concorrerem, o que já se configura uma obstrução ao princípio da isonomia.
Querem também de forma não legal, usar somente profissionais com vinculo com a Prefeitura para comporem a comissão que irá avaliar as concorrentes. Este filme já foi exibido e durou oito anos.  Aqui mesmo no Rondoniaovivo denunciamos este tipo de contrato por inúmeras vezes e nada foi feito. Não pode-se usar contrato emergencial de publicidade por mais de 6 meses, muito menos readitiva-lo. Mas Sobrinho conseguiu manter seu contrato de publicidade de forma errada, baseando-se numa calamidade pública, que não foi  alvo de ação fiscalizadora. Cancelaram o “contrato” da Agencia Norte apenas no fim de dezembro, quando a “casa já tinha caído”.
Com Mauro Nazif, as alegações são estapafúrdias.  Alega emergência para informar o inicio das aulas na rede municipal de ensino, que já começaram há mais de um mês. Alega informar sobre a entrega dos carnes do IPTU, situação já ocorrida também, além de afirmar que tem que divulgar planos a ações sobre as alagações da capital, em pleno março, quando as chuvas começam a estiar.
Mas o que poderia ser um possível erro administrativo passa para o campo da improbidade administrativa e fraude em licitação, já que nos bastidores da politica local se comenta qual a agência vai ser a vencedora do certame licitatório. Supostamente a empresa que irá ganhar esta licitação será a do filho de um grande empresário do ramo de supermercado.
A única emergência de Mauro Nazif é usar os mais de oito milhões do contrato de publicidade para “acalmar” os grandes veículos de comunicação de Porto Velho, que não sobrevivem comercialmente sem a “ajudinha financeira” do prefeito.

Desta forma, Roberto Sobrinho “navegou em águas calmas” durante seu desastroso mandato, contando com a subserviência dos poderosos da mídia local em detrimento a população. E pelo jeito, Mauro que encontrou a cidade praticamente destruída, vai preferir seguir os ensinamentos de Roberto, colocando veículos de comunicação lendo na sua cartilha, vendendo uma cidade que não existe. Na contrapartida dos “judas da mídia” fica estabelecido a omissão de fiscalizar, denunciar mal feitos e cobrar ações em prol da comunidade.

Vamos ver se desta vez os fiscais diligentes da lei serão céleres. Ou irão agir assim como fizeram em relação a publicidade mentirosa da gestão de Roberto Sobrinho, só agindo nos "45 minutos do segundo tempo".

 
 
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