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ROLIM DE MOURA - Passeata estudantil denúncia o aumento abusivo de salários dos vereadores

ROLIM DE MOURA - Passeata estudantil denúncia o aumento abusivo de salários dos vereadores

Da Redação

24 de Agosto de 2012 às 09:10

Foto: Divulgação

Centenas de Estudantes da rede pública de Rolim de Moura lotaram a Câmara Municipal para protestar contra o aumento abusivo do salário de vereadores que, se votado, passará a ser de R$8.000,00. Entoando palavras de ordem denunciando vereadores e convocando a população para NÃO VOTAR nas próximas eleições municipais. Após os vereadores se retirarem pelos fundos, a manifestação se estendeu pelas ruas. O protesto contou com a presença de entidades estudantis e professores da UNIR, funcionários da rede pública estadual e municipal. O que se viu no centro da cidade foram gritos de “Eleição é farsa, não muda nada não, o povo organizado vai fazer revolução”, “vereador, tome cuidado, tem estudante revoltado” e “cresce, cresce por todo o Brasil, o novo Movimento Popular Estudantil”.

Comerciantes aplaudiram a iniciativa dos estudantes. Uma campanha de finanças pede que populares se comprometam a ajudar o movimento, já que os estudantes só tinham um megafone na manifestação e necessitam de faixas e carro de som. Na rua, de forma organizada, os estudantes criaram um cordão de isolamento de ciclistas para auxiliar o trânsito e evitar acidentes, “Não precisamos de policiais aqui, afinal a polícia só aparece pra reprimir. Sabemos nos organizar sozinhos”, enfatizou um jovem que estava de bicicleta.

Segundo o representante do CAHIS (Centro Acadêmico de História da UNIR do Campus de Rolim de Moura), que esteve presente apoiando os estudantes secundaristas, “o movimento é justo, pois esse aumento é imoral e não condiz com a realidade do município. Nós, estudantes da UNIR apoiamos e defendemos a manifestação”. Estudantes das escolas mais distantes vieram a pé e de bicicleta e se concentraram em frente à Câmara de Vereadores. “Nosso movimento quer denunciar a pouca vergonha desses vereadores e do prefeito. Basta olhar para as ruas dos bairros, empoeiradas, com buracos, pontes caindo”, disse um Estudante do 3º ano do Ensino Médio da escola Tancredo Neves. “Em nosso bairro [Olímpico] o ginásio de esportes caiu e a prefeitura nada fez. A realidade na periferia não muda e esses políticos só aparecem em ano de eleição” denunciou um estudante da escola Maria Rabelo.


O Movimento que iniciou na segunda-feira, na escola Cândido Portinari se estendeu para outras escolas e categorias. Para uma estudante dessa escola a ideia é que todas as escolas da rede pública se manifestem em todas as sessões da câmara. “Queremos impedir esse absurdo que é o aumento do salário de vereadores. Mas, além disso, entendemos que a população de uma forma geral tem que participar, em campanhas pela internet, apoiando os filhos para que participem, estendendo faixas e cartazes no
comércio, nas casas, nas ruas”, conclui. Outro estudante que integra o comando de mobilização estudantil enfatizou a campanha de NÃO VOTAR. “Nosso protesto vai continuar até as eleições, por isso chamamos a população a não votar em ninguém. Não comparecer às urnas. Se a maioria dos eleitores não comparecer para votar nosso movimento terá repercussão nacional. Não vamos descansar até denunciar a todo o Brasil o que está acontecendo em nossa cidade”, conclui o jovem de 17 anos.

Muitos estudantes denunciaram o autoritarismo nas escolas, onde diretores querem impedir que Grêmios Estudantis sejam criados. “A ditadura acabou! Vamos criar grêmios em todas as escolas e nenhuma direção autoritária vai nos impedir. Nós somos do novo Movimento Estudantil que não se vincula a partidos eleitoreiros e não aceitamos as imposições nas escolas. Sabemos nossos direitos. Convidamos os funcionários da rede pública municipal a fazer uma grande manifestação na próxima sessão. Um dia de Paralisação com manifestação na rua”, enfatizou uma estudante da Escola Cândido Portinari. “Povo de Rolim de Moura, tem gente morrendo nos hospitais por falta de infraestrutura. As ruas não tem asfalto, nos bairros não tem iluminação. Onde está o dinheiro do IPTU? Da Taxa de Iluminação Pública? É hora de dar um basta a tudo isso! Vamos às ruas!”, foi a convocação feita pelos estudantes.
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