BOLETIM CORONAVÍRUS - CLIQUE AQUI E FIQUE ATUALIZADO

Reação social - Por Valdemir Caldas

Reação social - Por Valdemir Caldas

Da Redação

09 de Março de 2012 às 08:28

Foto: Divulgação

O reajuste do valor das diárias de deputados e servidores da Assembléia Legislativa de Rondônia em cinqüenta por cento provocou reações de revolta na maioria da população, tanto que a mesa diretora cuidou de revogar imediatamente a resolução, sob a esfarrapada justificativa de “indisponibilidade orçamentária”.

O problema não era o aumento em si, mas o histórico de desmandos acumulado por parlamentares. Somente nessa legislatura seis deles estão na alça de mira da polícia federal. Há gente, inclusive, prestes a perder o mandato, por falta de decoro parlamentar.

Nos últimos tempos, o cotidiano da ALE tem sido recheado de escândalos. É um atrás do outro. Mal a população se refaz de uma bandalheira e logo estoura outra. O que não tem havido, mesmo, é disposição para investigar os fatos e punir os responsáveis. Até hoje, tem prevalecido o mais deslavado corporativismo.

Por que o reajuste das diárias? Já não chega o polpudo salário e um sem-número de penduricalhos (como auxilio moradia, celulares e combustíveis, décimos terceiro e quarto salários, dentre outras mordomias imorais) pagos com o suado dinheiro do contribuinte, para o cidadão comparecer três vezes por semana ao plenário, quando a maioria dos trabalhadores brasileiros recebe um salário mínimo e muitos deles nem isso?

Não houve equivoco coisa nenhuma, mas, sim, esperteza. Ainda bem que a população reagiu, manifestando seu inconformismo seu contra essa pouca vergonha.

Tratar de reajuste de diária num momento em que a imagem da ALE está mais suja do que pau de galinheiro, é, no mínimo, irresponsabilidade.

Há um fosso abissal entre a ALE e os anseios da sociedade, que se alarga cada vez mais. E os compromissos assumidos com a população durante a campanha, foram para as calendas gregas? A ALE precisa repensar a questão ética, se não quiser ficar com a imagem mais chamuscada do que está hoje.

Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS