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ENTREVISTA - Secretário de saúde fala sobre João Paulo II, HB, novo hospital, interior e PCCS

Entre as principais preocupações dessa nova gestão está o Pronto Socorro João Paulo II, hospital que já foi alvo de matérias em que eram expostos vários problemas de atendimento ao público, gestão e funcionabilidade.

Da Redação

02 de Agosto de 2011 às 15:20

Foto: Divulgação

Secretário Orlando Ramirez, concede entrevista exclusiva ao Rondoniaovivo.

O secretário estadual de saúde do estado de Rondônia, Orlando Ramirez, visitou a redação do jornal Rondoniaovivo na manhã desta terça-feira (2) e falou sobre seu trabalho a frente de uma das pastas mais importantes e trabalhosas do atual governo.

Muito solícito, o secretário falou sobre pontos importantes que aflige grande parte do cidadão rondoniense que utiliza o serviço público de saúde estadual.

João Paulo II

Entre as principais preocupações dessa nova gestão está o Pronto Socorro João Paulo II, hospital que já foi alvo de matérias em que eram expostos vários problemas de atendimento ao público, gestão e funcionabilidade.

De acordo com o secretário, um dos grandes problemas a serem resolvidos dentro hospital é o acúmulo de demandas. Um projeto de parcerias com instituições privadas está sendo elaborado para que as longas filas de espera nos leitos do hospital terminem.

“Estamos trabalhando para dar início ainda no mês de agosto, a um projeto em parceria com órgãos privados que irá realizar aproximadamente 250 cirurgias ortopédicas, diminuindo assim drasticamente a fila de espera dentro dessa unidade de saúde”, disse Orlando Ramirez.

Outra medida tomada para amenizar os claros problemas dentro do João Paulo II é uma parceria com a administração da capital que utilizará suas policlínicas para realizar atendimentos que até pouco tempo atrás iriam para o João Paulo II e que hoje podem ser resolvidos nessas unidades.

“Estamos começando um projeto de reformulação do sistema de saúde no estado, algumas medidas que adotamos já mostram uma resposta imediata. Por exemplo, restringimos a questão dos acompanhantes, fato que esvazia uma parcela dos corredores do hospital, além de medidas que serão realizadas de curto á longo prazo”, afirmou o secretário.

Porém, Orlando Ramirez não deixou de ressaltar, que apesar dos problemas enfrentados, o hospital João Paulo II é conhecido por

Hospital de Pronto Atendimento João Paulo II.

todos como o local de pronto atendimento mais eficaz do estado.

“O João Paulo II é um hospital dotado de todos os profissionais qualificados para os atendimentos de urgência, e disso as pessoas sabem, na questão dos leitos ainda precisamos melhorar e muito, mesmo assim somos o hospital mais eficiente quando se trata de pronto atendimento”, conclui Orlando Ramirez.

Hospital de Base

Outro ponto não menos importante são as cirurgias no Hospital de Base Ary Pinheiro, muitos pacientes alegam que existe uma grande demora na realização dessas operações.

Segundo o secretário, o que precisa ser feito é o aumento da rotatividade dos pacientes dentro do hospital, fato que implica na agilidade da realização das cirurgias.

“Estamos trabalhando firme para diminuir a demanda, porém acontece que principalmente em Porto Velho, os índices de acidentes de transito são enormes, atendemos cerca de 120 pessoas por semana, vitimas de acidentes oriundos do trânsito, isso por muitas vezes dificulta um planejamento”, disse Orlando Ramirez.

Novo Hospital

O fato, é que por mais eficiente e moderno que seja o plano de reformulação da saúde em Rondônia, vai sempre faltar espaço físico nas unidades já existentes, principalmente em Porto Velho, onde o crescimento populacional inflacionou de forma exorbitantante.

Com relação a esse ponto, o secretário Orlando Ramirez, anunciou que já está sendo estudado a construção de um novo hospital na capital de Rondônia, um projeto de extrema importância que irá resolver em quase sua totalidade os problemas de leitos e espaço físico para atendimentos.

“Dentro do nosso projeto iremos construir um novo hospital de três andares, passaremos o atendimento pediátrico para o Hospital de Base, e o espaço onde hoje é o hospital Cosme e Damião será um hospital de atendimento geriátrico, o Hospital do Idoso”, disse Orlando Ramirez.

Interior

Hospital Regional de Cacoal.
Um dos grandes fatores que acumulam a demanda em hospitais como o João Paulo II, é a falta de atendimentos específicos para a população do interior, o que força muitas dessas pessoas a se deslocarem até a capital.

O secretário afirmou que está preocupado com esse fato, e sabe que a resolução do problema da saúde capital, parte de um trabalho para fortalecer o atendimento da saúde no interior.

“Estou certo de que até o final desse mês o hospital regional de Cacoal estará funcionando com cem por cento de sua capacidade, e também estou desenvolvendo projetos em parceria com a iniciativa privada para atendimentos em cidades pólos como Rolim de Moura, Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena. Também estou com uma meta que é solucionar o problema da saúde em Guajará-Mirim, pois é um município que investe vinte e oito por cento de sua verba pública em saúde, e não obtém resultados positivos”, falou o secretário.

PCCS

O último tópico abordado com o secretário foi a exigência dos médicos lotados no governo que reivindicam a implantação do PCCS (Plano de Cargo Carreiras e Salários), o sindicato da categoria chegou inclusive a ameaçar paralisação caso a reivindicação não fosse analisada.

Orlando Ramirez se mostrou extremamente disposto a conversar, e inclusive intermediar entre os médicos e o governador do estado Confúcio Moura para chegar a um consenso entre os lados.

“Eu vi a proposta dos médicos e achei interessante e justa, porém é claro que tudo tem de vir de uma análise de custo e da situação atual do governo, no momento o estado está fazendo um recadastramento dos servidores, justamente na intenção de após esse trabalho analisar com precisão questões como a do PCCS dos médicos”, concluiu Orlando Ramirez.

Direito ao esquecimento

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