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PAINEL POLÍTICO – CNMP CONSTATA QUE PAGAMENTO DE AUXÍLIO-MORADIA PARA PROMOTORES RONDONIENSES É IRREGULAR - Por Alan Alex

PAINEL POLÍTICO – CNMP CONSTATA QUE PAGAMENTO DE AUXÍLIO-MORADIA PARA PROMOTORES RONDONIENSES É IRREGULAR - Por Alan Alex

Da Redação

10 de Maio de 2011 às 14:21

Foto: Divulgação

 
Articulações
Não é novidade para ninguém que empresas e empresários que fazem doações a políticos em períodos de campanha, esperam um retorno através de contratos quando os seus escolhidos são eleitos. Aqui em Rondônia não seria diferente. Pois bem, o empresário Saíta que atua no ramo de alimentações, ajudou, e muito, na campanha de Confúcio Moura. Ele foi procurado na época, pelo cunhado de Confúcio, Francisco de Assis, que era um dos responsáveis pelo financeiro da campanha. O compromisso era que, em troca da ajuda, Saíta ficaria com o fornecimento de comida para presos e doentes.
Personagem
Passada a eleição, começam a acontecer às negociações de contratos. E no meio desse turbilhão encontrava-se o ex-senador Expedito Júnior, que tinha sido candidato ao governo e já vinha de longa data mantendo uma conversa com empresas de fora, entre elas, uma de São Paulo que ficaria responsável, caso ele ganhasse o governo, por esse segmento em Rondônia. Expedito apresentou o proprietário dessa empresa, que é um conhecido político em Brasília, para Francisco de Assis. Aí começa o embolado.
Composição
Assis havia se comprometido com Saíta, que por sua vez estava montando uma estrutura para atender o Estado. Não é um trabalho fácil, trata-se da produção ininterrupta de alimentação para o sistema prisional e hospitalar de Rondônia. É necessário uma grande e afinada equipe, além de equipamentos e boa relação com fornecedores. Mas agora querem tirar Saíta do negócio e quem está intermediando isso é exatamente o cunhado do governador, em parceria com Expedito Júnior.
De fora
Mas essa prática não se aplica apenas a alimentação. A CAERD, por exemplo, comprou de uma empresa do Acre R$ 1,6 milhão em produtos químicos. Uma licitação para compra de cartuchos de impressoras, no valor de R$ 400 mil foi vencida por uma fábrica, em uma concorrência no mínimo desleal com seus distribuidores e está em andamento um outro processo para compra de material de escritório com valor superior a R$ 1 milhão. A empresa Kalunga, também de fora, é quem deve ganhar.
Claro
Que todas essas compras são acobertadas pelo manto da legalidade. Mas emissários do governo, como Wagner Luiz (Bocão) e Francisco de Assis (primeiro cunhado) andam pelo País mantendo conversa com empresas que venham a fornecer para o Estado. Recentemente PAINEL POLÍTICO denunciou a carona que SEDAM pegou em uma licitação para contratação de uma empresa mineira para digitalização de documentos, um contrato de pouco mais de R$ 5 milhões.
Isso demonstra
Que o governo de Confúcio Moura não anda lá muito preocupado com as empresas locais. Não trata-se aqui de bairrismo ou ufanismo rondoniano. Trata-se de apoiar e incentivar o empresariado local. Dias atrás, ao assinar o decreto que taxa compras pela internet, o que segundo especialistas é inconstitucional, o governo enviou matéria aos jornais dizendo “estar apoiando o empresariado”. O tema é complexo e ainda vai dar muita discussão e esse tipo de “ajuda” não serve. Se é para dar apoio, que contrate e compre das empresas que estão instaladas em Rondônia e não ficar trazendo gente de fora, que não tem o menor compromisso com o Estado.
Irregular
E o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) apontou irregularidades no pagamento de auxilio-moradia para os promotores de cinco estados, incluindo Rondônia. PAINEL POLÍTICO vem sistematicamente denunciando esses pagamentos e o Ministério Público de Rondônia nunca se pronunciou sobre o caso. Por aqui, até membro aposentado recebe o auxílio.
Agora
A Ordem dos Advogados do Brasil pretende ingressar no Supremo Tribunal Federal com uma ação para acabar com essa mordomia. No site www.painelpolitico.com tem reportagem mostrando ainda que em Rondônia, além do Ministério Público, também recebem o auxílio deputados estaduais, conselheiros do Tribunal de Contas e Magistrados. O deputado estadual Jesualdo Pires, ouvido pela coluna, disse que não tem o menor problema em abrir mão do auxílio e defende que seus pares no parlamento façam o mesmo.
Também quero
E os defensores públicos de Rondônia também estão querendo o auxílio-moradia. Projeto que já está na Assembleia pretende criar uma série de vantagens para os defensores, que, se aprovado, vão garantir aos defensores, algo em torno de R$ 34 mil por mês entre salário, gratificações e auxílios, uma verdadeira aberração. No Brasil, quem quer o auxílio também são os juízes federais.
O ideal
Seria acabar com o auxílio para todos, já que no serviço público cabe a isonomia, daqui a pouco todo mundo vai querer e a confusão será generalizada. Melhor parar todo mundo.
 
Twittando
E o jornal eletrônico Rondoniaovivo divulgou notícia nesta terça-feira sobre os “seguidores” do Departamento de Comunicação do Governo do Estado, que mantém um perfil no Twitter. De acordo com a matéria, o Decom segue 23 pessoas, a maioria políticos e outros completos desconhecidos, mas as agências de notícias locais eles ignoram. Como o governo não dá muita bola para o empresariado local, não seria surpresa nenhuma eles seguirem a CNN ou a BBC. Pena que eles não sigam @rondoniaovivo nem @painelpolitico. Certamente ficariam mais bem informados.
Greve da PM
E a Assembleia deve votar na sessão desta terça-feira todos os pontos do acordo feito com os grevistas no fim de semana. O presidente Valter Araújo disse que só ficaram pendentes os Epis e armamentos que já estão sendo licitados e aumento salarial diferenciado que também está sendo estudado.
Afastamento
Filiados do SINTERO do interior do Estado estão querendo o afastamento da presidente Claudir da Mata, porque segundo eles, a relação dela com o governo é promíscua, já que seu marido é comissionado no governo (Elisafam Batista é secretário executivo da Emater) . Eles não concordam com a posição dela nas negociações e exigem sua saída. O tempo vai fechar. Para complicar ainda mais a situação, o senador Ivo Cassol resolveu botar gasolina no fogo e em entrevista declarou que “o Sintero está vendido para o governo”.
Ainda Cassol
A entrevista foi no sábado na rádio Clube Cidade, em Presidente Médici. O senador declarou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação se vendeu ao governo do Estado. Ele adiantou que nesta semana irá à tribuna do Senado explicar como teria acontecido a negociação entre os diretores do sindicato e o governo. De acordo com Cassol, a presidente do Sintero, Claudir Mata, teria sido beneficiada com o acordo. Esta não é a primeira vez que são levantados questionamentos em relação à forma como a diretoria do Sintero conduziu as negociações com o governo.
Óbvio
Que essa história vai pegar fogo. Cassol, Sintero e governo Confúcio é nitroglicerina pura.
Raio-x
A revista inglesa The Lancet, uma das mais importantes publicações da área médica em todo o mundo, lançou nesta segunda-feira, 9, edição especial sobre a saúde dos brasileiros. O trabalho de dois anos resultou em seis artigos sobre os progressos, fracassos e desafios do Brasil. A dengue aparece como um dos maiores problemas de saúde pública do país. Na última década, foram registrados cerca de 3,5 milhões de casos - entre eles, 12 mil da forma grave da doença (hemorrágica) - e 900 mortes. Para os especialistas, os esforços devem ter como prioridade o surgimento de vacinas contra a doença. A revista constata também que o Brasil precisa reduzir a taxa de mortalidade por acidentes de trânsito e violência. Os homicídios e as lesões causadas pelo trânsito somam mais de 60% das mortes por causas externas, conforme a publicação. Apesar dos vários desafios e problemas a resolver, a editora da revista, Sabine Kleinert, disse que o Brasil despertou interesse por implantar um sistema universal de saúde e ter conseguido avançar em algumas áreas em curto período de tempo. "Vários países devem saber como funciona o sistema brasileiro e seguir o exemplo." A série foi elaborada por 29 especialistas em saúde pública do Brasil, dos Estados Unidos e da Inglaterra.
Direito ao esquecimento

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