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Assentados participam de excursão e trocam experiências

A equipe do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (Ates), que atua nos Projetos de Assentamento (PA) Joana D’Arc I, II e III, levou 17 agricultores a conhecerem outras realidades e trocarem experiências no cultivo de suas te

Da Redação

21 de Dezembro de 2010 às 09:04

Foto: Divulgação

A equipe do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (Ates), que atua nos Projetos de Assentamento (PA) Joana D’Arc I, II e III, levou 17 agricultores a conhecerem outras realidades e trocarem experiências no cultivo de suas terras. O grupo visitou campus de pesquisa, unidades experimentais e participaram de curso técnico para plantio de café. A ação, que contou com a interação de instituições como Emater, Incra, Embrapa, Ceplac e Idaron, contribuiu para incentivar os participantes a investir em suas propriedades.

O Programa de ates faz parte de uma parceria firmada entre a Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) e Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para prestação de serviços de Ates e coordenação na elaboração do plano de desenvolvimento (PDA) e plano de recuperação dos assentamentos (PRA). Há um ano exercendo a atividade junto aos assentados, os técnicos da Emater não têm medido esforços para levar às comunidades programas, projetos e ações que orientem os agricultores a trabalhar suas terras.

Durante as ações de intercâmbio os agricultores dos assentamentos, acompanhados pelos extensionistas rurais da Emater, Audizio Carneiro e Bruno Ferreira, tiveram a oportunidade de conhecer vários experimentos. No campus da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em Ouro Preto do Oeste, os agricultores foram recebidos pelo engenheiro agrônomo, Antônio de Almeida, que mostrou a unidade experimental da cultura do cacau. Antônio falou da viabilidade econômica da cultura cacaueira para o Estado de Rondônia e mostrou aos visitantes técnicas para cultivo do cacau. Para ele a espécie necessita de sombreamento e deve ser consorciada com essência florestal formando assim um sistema agro florestal, que pode ser mais uma fonte de renda familiar.

Os assentados conheceram também a estrutura do Centro de Treinamento da Emater (Centrer), onde foram hospedados e receberam alimentação. “Nós fizemos uma caminhada pela unidade, mostrando os trabalhos diversificados que vem sendo desenvolvidos pela Emater e depois os agricultores ouviram uma palestra sobre técnicas de adubação orgânica”, contam os extensionistas. Lá eles visitaram ainda, uma produção de hortaliças orgânicas, áreas com plantio de maracujá, laranja, abacaxi, abóbora, pimenta, goiaba e criação de pequenos animais (aves e suínos).

Do Centrer o grupo seguiu para o campo experimental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde foi realizado o curso sobre a cultura do café. Ministrado pelo engenheiro agrônomo João Maria, o curso apresentou temas como: escolha da área para o plantio, formação de mudas, plantio, espaçamento, tratos culturais (poda e desbrota), colheita, secagem e comercialização. “Essa programação foi construída para atender a necessidade da comunidade”, diz o extensionista Audizio, lembrando que o público participante era formado por agricultores que já trabalham com a cultura ou que estão implantando o café em sua propriedade através do crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar A (Pronaf A). Ainda na Embrapa, além da parte teórica, os assentados tiveram a oportunidade de conhecer o sistema de produção da lavoura cafeeira ali produzida e, segundo o extensionista Bruno, a instituição se comprometeu em fornecer para os assentados, sementes de café geneticamente melhorada, para a produção de mudas e implantação da cultura nas parcelas.

Com a excursão organizada pelos técnicos da Emater, os assentados tiveram a oportunidade de trocar experiências com outros agricultores. Na propriedade de Antônio Deusemínio, localizada no lado esquerdo da BR-364, sentido Ji-Paraná, o grupo conheceu uma atividade voltada para o turismo rural ecológico. O local, também conhecido como “Fazendinha” é uma área degradada que está passando por um processo de recuperação. Para o agricultor o turismo rural é uma atividade que tem tudo para dar certo, pois “o estado dispõe de belas regiões e o agricultor tem que saber aproveitar as potencialidades de sua propriedade”.

Em depoimento os participantes das atividades afirmaram ter sido essa uma experiência de grande valia para eles. Além de conhecerem uma região do Estado que eles não conheciam, o grupo teve sua auto-estima elevada. E, seguindo o exemplo da assentada Rosemeire Ribeiro dos Santos que disse que “agora não irá utilizar mais a prática de agrotóxico em sua propriedade, por que viu novas técnicas para controlar ervas daninhas, pragas e doenças das culturas”, ficou ansioso em retornar às suas propriedades para colocar em prática tudo o que aprenderam.

 

 

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