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Criminalidade e omissão – Por Valdemir Caldas

Criminalidade e omissão – Por Valdemir Caldas

Da Redação

13 de Agosto de 2010 às 13:57

Foto: Divulgação

Diante da escalada da violência que angustia os lares rondonienses, a sociedade não mais pode manter-se em silêncio. A obrigação de todos é não apenas pedir, mas, sim, exigir das autoridades responsáveis pela segurança pública uma tomada de posição para colocar um freio nos elevados índices de criminalidade, principalmente, na capital.
Para se ter uma idéia da gravidade do problema, somente no oitavo distrito policial, localizado na zona leste de Porto Velho, diariamente, são registrados mais de cinqüenta ocorrências (roubos, furtos, assaltos, agressões, dentre outros delitos).
Parece que os responsáveis pelo setor não enxergam a realidade. Alguém precisa fazê-los entender que segurança pública não se faz apenas mudança a pintura de um prédio, ou contratando mais policiais, ou, ainda, aumentando a quantidade de viaturas. Vai mais além.
Se, na capital, a situação chegou a esse estado de extrema penúria, o que dizer, portanto, das cidades interioranas, muitas delas completamente desguarnecidas e indefesas, com seus habitantes entregues à própria sorte.
Diante da inércia das autoridades, a saída é rezar, contritamente, preferencialmente, de joelhos e com os olhos voltados para o Céu, à espera de um milagre.
Não é mais possível tangenciar frente ao problema, cedendo terreno pelo silêncio, que pode ser confundido com omissão e covardia, enquanto os marginais deitam e rolam, zombando das autoridades e tripudiando sobre os direitos da população. Lugar de bandido e na cadeia, e não infernizando a vida de quem passa o dia inteiro trabalhando para sobreviver e sustentar a família.
Precisamos de leis rigorosas e punições exemplares. Para ser respeitada, a lei precisa ser temida. E, no Brasil, poucos respeitam as leis. Repare-se o caso dos políticos fichas sujas. Logo, serão beneficiados por decisão superior e voltarão à política, para continuarem engordando suas já polpudas contas bancárias, com dinheiro extraído do contribuinte, por meio de impostos, taxas e contribuições.
Por enquanto, todos os candidatos têm soluções rápidas e indolores para devolver à população a paz desde há muito perdida. Depois, tudo fica como dantes. E o povo que se exploda, como dizia o deputado Justo Veríssimo, personagem criada e interpretada pelo escritor e humorista Chico Anísio. Isso é uma desordem, uma tremenda falta de respeito para com o povo, que paga um sem número de impostos, para viver sob o julgo de facínoras.
Enquanto o tema violência não ultrapassa as fronteiras dos discursos demagógicos e das medidas emergenciais, os bandidos de todos os matizes continuam aprontando, tranquilamente, sem que nada absolutamente os incomode.
É preciso responder a essa gente com todas as armas à disposição da polícia e da justiça. Se bem que os policiais, coitados, têm suas limitações. Além dos péssimos salários, faltam-lhe os meios necessários e indispensáveis para que eles possam realizar suas tarefas com mais celeridade e eficiência. Apesar das dificuldades, eles já fazem até demais.
Inadmissível, contudo, é o crime permanecer tripudiando sobre a população, sem que se perceba da parte de quem de direito a menor ação concreta, porque, de decisões inócuas, a sociedade já está com a paciência saturada.  
Direito ao esquecimento

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