BOLETIM CORONAVÍRUS - CLIQUE AQUI E FIQUE ATUALIZADO

Fundação Vida Nova é exemplo de recuperação de dependentes químicos em Cacoal

Fundação Vida Nova é exemplo de recuperação de dependentes químicos em Cacoal

Da Redação

05 de Junho de 2010 às 11:34

Foto: Divulgação

O alto índice de crianças, jovens e adolescentes que se envolvem com o uso de drogas e bebida alcoólica preocupa autoridades em Cacoal. O polêmico assunto foi discutido no feriado desta quinta-feira, dia 03, no centro de recuperação de dependentes químicos, Fundação Vida Nova (FVN). O encontro foi promovido pela direção da instituição.
 
A reunião contou com a presença do prefeito Franco Vialetto,e de sua vice Raquel Carvalho.Os vereadores Toninho Masioli, Toninho da Emater, Penha Simão, Euzébio Brizon, secretário municipal de transportes e trânsito, Gerson Antônio Sapper e de Agricultura Vilmar Kemper. O psicólogo e colaborador da instituição Wilson Plaster, acompanhado por uma equipe de estagiários em psicologia também participaram do evento.
 
De acordo com o diretor da instituição, Pr. Zequiel Verneck, o encontro foi realizado com o objetivo de chamar a atenção das autoridades para o problema e apresentar à sociedade, o trabalho que a FVN realiza e as necessidades da instituição em ampliar sua rede de atendimento. “Muitas famílias tem nos procurado para buscar auxílio, mas por falta de recursos, não temos condições de atender a demanda”.
 
O prefeito Padre Franco Vialetto parabenizou à direção pelo trabalho desenvolvido e destacou a importância da Fundação para a sociedade. “A droga é a grande destruição dos nossos jovens e adolescentes, por isso quero reafirmar o meu apoio à Fundação Vida Nova”, afirmou.
 
A vereadora Penha Simão ressaltou a importância da criação de um Centro de Atendimento Psicossocial para Dependentes de Álcoól e Drogas (CAPS-AD). Segundo Penha, o projeto foi apresentado à Secretaria Municipal de Saúde em 2007 e está sendo reformulado para a implantação.
 
Fundação Vida Nova
 
A Fundação Vida Nova foi criada em 1988, quando autoridades judiciais não sabiam o que fazer com a reincidência de menores infratores, em virtude da dependência Química. Alguns deles chegavam a ser presos 12 vezes por ano. Foi quando a juíza Nair Minhone procurou a Dra. Raquel para juntas buscarem uma solução. Comovida com situação, Raquel articulou a formação de um grupo que visitava o presídio a fim de ouvir, conversar e aconselhar os adolescentes. Um ano depois a Fundação Vida Nova foi de fato instituída. Atualmente atende a 12 internos, sendo adolescentes, jovens e adultos. Eles recebem apoio psicológico, terapia ocupacional e restituição da vida social com programas esportivos. A Fundação tem um convênio de dois mil reais por mês e necessita de 12 mil para seu funcionamento. A maioria das despesas é paga por voluntários.
Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS