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Seagri busca caminhos para aumentar a comercialização de produtos agrícolas

Estado se prepara para aumentar a produção e oferta dos produtos da agricultura familiar para Manaus

Da Redação

26 de Maio de 2010 às 14:24

Foto: Divulgação

O secretário estadual de Agricultura, Francisco Evaldo de Lima, junto com o adjunto, Luiz Carlos Menezes, recebeu nesta quarta-feira, 26, uma comissão de Manaus, composta por empresários e investidores do grupo Carrefour na sede da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri). O encontro abordou a possibilidade de Rondônia abastecer de forma contínua a rede de supermercado em questão, com legumes, frutas e verduras.
 
Durante a visita, Marcos Andrade de Souza, diretor Alimentar do Carrefour de Manaus, expôs uma série de motivos que fomentou a vinda da equipe para Porto Velho. Andrade explicou sobre a demanda do grupo e sobre a falta de produtos para abastecer o hipermercado no estado, que hoje está concluindo a 7ª loja e movimenta uma média de R$ 35 milhões todo mês, só em Manaus. “Para se ter uma ideia, hoje não tem mel nas gôndolas porque estamos esperando vir de São Paulo”, destacou ele. Por isso mesmo o grupo entende que uma parceria com o Estado de Rondônia seria bem vinda, dada à localização geográfica e a filosofia da empresa de regionalizar as cadeias de produção.
 
Já o gestor de Compras Perecíveis do grupo, Luiz Fernandes Vian, apontou a carência por produtos hortifrutigranjeiros no Estado do Amazonas. “Nós compramos tomate de Goiânia. A carreta refrigerada leva em média 12 dias para chegar ao destino final. O problema, é que mesmo que o tomate saia de Goiânia em estágio 1 e 2 (verde), nós temos uma perda estimada em 30 a 40% na carga”, revelou. Prejuízo que não aconteceria se o tomate saísse direto das lavouras de Rondônia para a rede de comércio varejista.
 
Por sua vez, Evaldo de Lima, apontou que o Governo do Estado tem interesse em estreitar laços com o hipermercado e firmar um Termo de Cooperação Técnica com o Carrefour. O secretário de Agricultura observou que potencial pra isso o Estado tem. “Temos solo e clima favorável. O que falta é organizar a produção para atender em escala comercial e de forma contínua”, disse Evaldo de Lima.
 
O secretário adjunto de Agricultura enfatizou que o próximo passo agora é definir as demandas e organizar as cadeias produtivas. “O passo seguinte é firmar um Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do Governo do Estado com a iniciativa privada, visando introduzir os produtos dos nossos agricultores familiares no mercado amazonense. Qualidade e variedade para isso o Estado tem. Só falta aumentar a produtividade para que o volume de exportações possa crescer também. Ganham os dois estados, ganham os produtores e os consumidores que terão à disposição produtos com certificação de origem”, garantiu Menezes.
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