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Seagri incentiva ovinocultura em Rondônia

O grande desafio é produzir animais precoces com carne de alta qualidade e escala de produção para o ano todo

Da Redação

10 de Novembro de 2009 às 13:09

Foto: Divulgação

Em todo Brasil a carne de carneiro é um produto diferenciado que não compete com as outras carnes e tem mercado garantido. Segundo dados da revista Globo Rural o consumo per capita no País gira em torno de 1,5 kg por ano. Índice bem inferior aos países de 1º mundo, onde essa média sobe para 20 kg de carne por habitante. Mesmo assim a demanda tem sido contínua, inclusive em Rondônia. Fator que tem motivado a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri) a incentivar pequenos proprietários rurais a investirem na criação de ovelhas.
“Só para se ter uma ideia, de 2003 para cá o plantel de aproximadamente 63 mil ovinos evoluiu para 128 mil cabeças que hoje estão distribuídas em quase 4.500 propriedades”, informou Carlos Magno, secretário estadual de Agricultura. Ainda assim, a produção é bem inferior à demanda. No último dia de campo realizado em Rolim de Moura na semana passada um dos tópicos mais discutidos foi justamente a comercialização. Pelo menos 250 produtores e técnicos da Emater e Seagri debateram as saídas para aumentar a produção e atender o mercado, que está cada vez mais exigente. “O produtor tem que se organizar e produzir o que o consumidor deseja: maciez , sabor e bom preço. Ou seja, um produto de qualidade, com baixo teor de gordura” disse Sandra Régia de Paula Carvalho, coordenadora do setor de Ovinocultura da Seagri.
 
Organização
Conforme a veterinária, a maioria dos produtores de Rondônia ainda não está produzindo com tecnologia adequada focada no confinamento e seguindo padrões de manejo alimentar, sanitário e reprodutivo. De acordo com Sandra de Paula, sanidade, genética e nutrição são fatores essenciais para se produzir uma carne de qualidade. “É fundamental dar uma alimentação adequada para os animais, vermifugar na época certa e fornecer sal mineral”, ressaltou a veterinária. Seguidos esses passos, o resultado são animais que podem ser abatidos mais precoces.
De acordo com o zootecnista Jobel Beserra, gerente de Pecuária da Seagri, grande parte dos animais que estão sendo comercializados são descartes: animais acima de um ano, “considerados impróprios para o mercado porque o ovino está velho, portanto a carne fica mais dura”, disse o zootecnista. Ele adiantou que o ideal é que o animal seja abatido entre seis e oito meses, e dependendo do manejo, há ovinos que ficam no ponto de abate já aos três meses. “Hoje o nosso grande desafio é produzir animais precoces com carne de alta qualidade e escala de produção para o ano todo. Mercado para absorver essa produção tem”, complementou Beserra.
Para o deputado estadual Luiz Cláudio, que também é ovinocultor, há duas saídas viáveis para a ovinocultura. “Uma delas seria os produtores se organizarem através de uma cooperativa, a outra é a integração industrial com um frigorífico”, disse o parlamentar. “Se a cadeia produtiva estiver organizada, o próximo passo é correr atrás de uma política de crédito para investimento e custeio. Certamente isso vai fomentar mais ainda a ovinocultura em Rondônia”, completou.  
Direito ao esquecimento

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