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Presidente do PSOL diz em entrevista que prefeito deveria ter plano de trabalho para período chuvoso

Presidente do PSOL diz em entrevista que prefeito deveria ter plano de trabalho para período chuvoso

Da Redação

27 de Fevereiro de 2009 às 14:31

Foto: Divulgação

O presidente do PSOL – Partido Socialismo e Liberdade, Adilson Siqueira, criticou duramente o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), durante entrevista concedida nesta quinta-feira, 26/02, ao programa A Voz do Povo, que vai ao ar do meio-dia às 13 horas, na Rádio Cultura FM 107,9, apresentada pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá.

Para Adilson Siqueira, está na hora de eleger um “prefeito de inverno”, porque durante esta época do ano as obras na cidade param e as justificativas apresentadas pela prefeitura são as chuvas.

Ele lembrou que todos os anos chove, por isso Roberto Sobrinho já deveria ter elaborado um plano de trabalho para esse período.
Adilson Siqueira também criticou a situação dos ônibus urbanos e o aumento da tarifa de R$ 2 para R$ 2,30.

Para o presidente do PSOL, além do valor da passagem estar muito alto a população não está sendo bem atendida. “O prefeito não deveria ter permitido que um preposto fosse negociar em seu nome o aumento da tarifa. Quem saiu perdendo com isso foi a população”, afirmou.

A coleta de lixo não escapou das críticas do presidente do PSOL. Ele qualificou o serviço como de “péssima qualidade”, penalizando principalmente a população de baixa renda. Para Adilson Siqueira, esse problema se arrasta há muito tempo e precisa ser resolvido o quanto antes.

As principais críticas foram dirigidas às obras executadas pela prefeitura. Muitas atividades estão paradas e as ruas ficaram cheias de buracos.

“Hoje Porto Velho está entregue às baratas e Roberto Sobrinho passou a ser conhecido como o prefeito das obras inacabadas. Crateras e lama são a tônica de sua administração. O eleitor já se arrependeu de ter votado nele”, acrescentou.

Quando diz que a prefeitura “acabou”, Adilson Siqueira explica que a estrutura física ainda está no mesmo lugar. “O problema é quem está lá dentro do prédio. O prefeito nem mesmo aceita sair para o debate. A situação está feia mesmo”, detalhou.

Adilson Siqueira afirmou que apesar de tudo acredita que as coisas possam mudar rápido, desde que a Câmara de Vereadores pare de ficar ajoelhada aos pés de Roberto Sobrinho e passe a apurar minuciosamente os atos do Executivo.

“É preciso que aconteça uma fiscalização rigorosa nos contratos da prefeitura com empresas privadas, principalmente na que vende grama supostamente superfaturada”, avisou.

A Assembléia Legislativa não escapou das farpas lançadas pelo presidente do PSOL. Segundo ele, a Casa de Leis anda tão desmoralizada que o ato da presidência devolvendo R$ 21 milhões ao Executivo não teve a menor repercussão.

Uma das coisas que teria abafado a ação do Assembléia teria sido a viagem de 21 dos 24 deputados ao Tocantins. Adilson Siqueira classificou o “passeio” de “trem da alegria”.

Ele ainda alertou para a necessidade de as autoridades prevenirem a população para que Rondônia não vire um grande deserto quando a construção das usinas terminar. Adilson Siqueira teme que o desemprego acabe forçando muita gente a sair do Estado.

“Além do mais, hoje Rondônia vive uma crise sem precedentes entre os poderes, por isso o governo Ivo Cassol deveria tomar ações preventivas no sentido de dar um melhor rumo ao Estado”.

O jornalista Arimar Souza de Sá disse que o espaço está aberto no Programa A Voz do Povo para todos os que foram citados na entrevista. “O ouvinte precisa ouvir todos e assim tirar as próprias conclusões”, explicou.

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