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Professora da São Lucas alerta sobre a Síndrome do Impacto Subacromial

Professora da São Lucas alerta sobre a Síndrome do Impacto Subacromial

Da Redação

26 de Agosto de 2008 às 20:17

Foto: Divulgação

A dor no ombro é uma das queixas mais comuns na prática diária dos fisioterapeutas e é caracterizada por dor e impotência funcional de graus variados, que acomete estruturas responsáveis pela movimentação do ombro, incluindo as articulações, tendões e músculos, ligamentos e bursas.
Segundo a professora Ana Paula Rubira, coordenadora da Clínica de Fisioterapia da Faculdade São Lucas, dentre as várias causas que podem levar ao surgimento dessa sintomatologia estão as lesões do manguito rotador (conjunto de alguns músculos do ombro) relacionadas à síndrome do impacto subacromial.
 
“É importante dizer que as lesões do manguito rotador podem acometer pacientes em todas as faixas etárias, sem predileção por sexo ou raça, sendo atualmente considerada como a causa mais freqüente de incapacitação crônica do ombro”, alertou a fisioterapeuta, acrescentando que não existe uma causa isolada para a síndrome do impacto, mas uma ação combinada de quatro elementos como vascularização, degeneração e trauma, e que a anatomia do ombro seria a verdadeira causa da síndrome do impacto subacromial.
 
De acordo com Ana Paula Rubira, alguns autores descrevem três fases clínicas: Fase I - abaixo dos 25 anos, ocorrendo dor aguda após esforço prolongado, sendo que nesta fase há edema e hemorragia em nível de bursas e tendões; Fase II - entre 25 e 40 anos de idade e já começa fibrose e espessamento da bursa subacromial, além da tendinite, quando paciente se queixa de dor noturna e após atividades, podendo ocorrer ruptura parcial do manguito rotador; Fase III - acima dos 40 anos, quando o paciente apresenta dor contínua com perda da força de mobilização devido à ruptura completa de um ou vários tendões.
 
 “Dentre as modalidades de tratamento conservador, o fisioterapêutico é o mais recomendado”, orienta Ana Paula Rubira. Segundo ela, o exame físico deve ser realizado minuciosamente para avaliar possíveis perdas na função do ombro, intensidade dos sintomas, como parâmetro para o tratamento e para as reavaliações que devem ser freqüentes.
 
Na fase aguda, a fisioterapeuta da Faculdade São Lucas disse que o tratamento visa minimizar a perda de movimento do ombro, diminuindo a dor e mantendo a amplitude de movimento do ombro dentro da normalidade. “Modalidades como ondas curtas, TENS e laser de baixa potência, dentre outras, são recursos utilizados pelos fisioterapeutas nessa prática, bem como o emprego de exercícios pendulares objetivando a amplitude normal do ombro”, salientou.
 
Na fase crônica, recomenda Ana Paula, o emprego de exercícios contra-resistência ativos com pesos deve ser utilizado para ganho de força muscular. “Nesse caso, a prática de exercícios deve ser orientada por um fisioterapeuta, visto que muitos exercícios podem piorar o quadro se mal empregados, piorando a situação do paciente, prolongando a dor e acometendo os movimentos do ombro”, complementou.
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