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Estudos independentes sobre usinas trazem inovações, diz promotor

Estudos independentes sobre usinas trazem inovações, diz promotor

Da Redação

21 de Fevereiro de 2008 às 15:16

Foto: Divulgação

O coordenador de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Rondônia, promotor Marcos Tessila, disse que os estudos independentes sobre as usinas Santo Antonio e Jirau no Rio Madeira, entregues à Casa Civil e ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), trazem algumas inovações. “Rondônia é um estado formado por migrantes. É uma região que está se estruturando e ainda tem problemas graves, e uma obra trará desenvolvimento, claro, mas também mais problemas que vão se somar aos que a região já tem. Uma preocupação nossa, por exemplo, é a demanda maior por serviços. Por isso, queremos fazer um pacto federado, com União, estado e município juntos para minorar esses problemas”. *Tessila enfatizou que o Ministério Público quer acompanhar também a elaboração dos Projetos Básicos Ambientais (PBAs), pelo empreendedor que vencer o leilão, com base nas condições que o Ibama estabelecer para redução dos impactos sociais e ambientais ao conceder a licença prévia. *“Estamos nos preparando, fazendo um levantamento de campo onde nós também queremos discutir os PBA’s com quem ganhar o leilão. Ou seja, o ministério público se dispõe a acompanhar essa obra até o fim”. *O promotor lembrou também que o acompanhamento do projeto das usinas do Madeira faz parte do planejamento do MP de Rondônia. “O que significa que é um projeto institucional, quem quer que esteja aqui, vai acompanhar essa questão”, disse. *Segundo o promotor, a legislação determina que as comunidades atingidas diretamente pelo alagamento provocado pela barragem do rio sejam, de preferência, transferidas para um local o mais semelhante possível ao local onde moram. *Marcos Tessila garantiu que o MP de Rondônia acompanhará a remoção dos ribeirinhos, para que se cumpra o que diz a lei. “Caso não seja possível transferir para um local como onde vivem, a segunda alternativa é a realocação para uma área que pode até ser no meio urbano”.
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