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Jornalista passa por constrangimento em guichê da Eucatur

Jornalista passa por constrangimento em guichê da Eucatur

Da Redação

25 de Janeiro de 2008 às 08:56

Foto: Divulgação

*O jornalista Mario Quevedo, de Vilhena, avisa: quem precisar utilizar os serviços da Eucatur no guichê da rodoviária de Curitiba deve evitar ser atendido pelo agente cujo prenome é Fábio. Na manhã desta quarta-feira 24, Quevedo passou cerca de uma hora e quarenta e cinco minutos para conseguir a liberação de uma passagem que havia sido adquirida, e paga em dinheiro, no mês de dezembro, e durante todo o período foi atendido de forma desrespeitosa pelo agente citado. “Num determinado momento, o rapaz disse a um colega pelo telefone que ‘o cara não tem paciência’, referindo-se a mim. Ou seja, passei da condição de cliente para um simples ‘cara’, depois de estar esperando por mais de uma hora para a resolução do problema”, afirmou o jornalista. O caso todo chega a ser surrealista, e é mais uma demonstração do quanto o monopólio mantido pela Eucatur no transporte de passageiros para Rondônia é prejudicial à comunidade. *Mario Quevedo adquiriu passagens da companhia no dia 13 de dezembro passado, através de uma agência de Brasília. Ao todo, foram três bilhetes. As passagens compreendiam os trechos Porto Velho / Curitiba, Curitiba / Campo Grande e Dourados / Vilhena. “Retirei a primeira passagem no guichê da Eucatur em Porto Velho, no dia 02 deste mês, sem o menor problema. Ao chegar em Curitiba, no dia 04, retirei a passagem referente ao trecho da capital paranaense e Campo Grande, ocasião em que fui alertado que o documento que eu tinha referente aos créditos vencia em 30 dias, sendo que depois disso o valor não ficava mais disponível nas agências. “Achei um absurdo, pois pelo que eu sei a passagem tem um período de validade bem superior a este”, comenta o jornalista. Ele foi orientado a entrar em contato com a agência de Dourados antes que vencesse o prazo estipulado, para avisar que só iria retirar o bilhete naquela cidade no início de fevereiro. “Pedi para minha irmã, que mora naquela cidade, ir até a agência da Eucatur para fazer o comunicado. Ela foi informada por uma funcionária chamada Eva, que o crédito já estava retido na central da empresa, e que só eu poderia solicitar o desbloqueio. Eva teria dito que em caso de passagem de cortesia, era este o procedimento padrão”, relata o jornalista. A questão é que o bilhete havia sido pago, e não se tratava de cortesia. *Em contato por telefone com a agência de Dourados, Quevedo foi orientado a procurar a agência de Curitiba para resolver o problema. Na semana passada ele fez isso, esclarecendo que a passagem não era cortesia, e sim havia sido comprada em dinheiro. Para provar o que dizia, ele apresentou a ALP 0000187115. O jornalista, que parte de Curitiba para Campo Grande nesta sexta-feira 26, recebeu a informação que poderia retirar a passagem do trecho final da sua viagem de retorno (Dourados/Vilhena) no dia em que embarcasse para o Mato Grosso do Sul. “Felizmente, não segui a orientação, e no início desta semana liguei para a agência aqui de Curitiba para confirmar se o crédito já estava disponível”. Não estava. Outro telefonema para Dourados foi necessário, e ficou acertado que o escriba deveria ir nesta manhã ao guichê da Eucatur na capital paranaense, que a passagem estaria disponibilizada. Porém, isto não aconteceu. *Na manhã de hoje (quarta-feira/24), Quevedo foi atendido de maneira grosseira e agressiva por parte do agente Fábio, depois que realmente perdeu a paciência, pois estava esperando por mais de uma hora para a resolução do problema. O jornalista registrou ocorrência na representação da Agência Nacional de Transportes Terrestres instalada na rodoviária curitibana, e só depois de uma hora e quarenta e cinco minutos conseguiu finalmente o bilhete que havia comprado há quase dois meses. “Foi um desrespeito enorme, uma situação constrangedora, testemunhada por dezenas de pessoas. Realmente, o monopólio detido pela Eucatur no transporte de passageiros para Rondônia é cada vez mais nocivo à comunidade, pois cria situações deste tipo, onde o cidadão é desrespeitado por funcionários do baixo escalão e sequer tem alternativa para escolher outra empresa”, finalizou. Em função do péssimo atendimento, Mario Quevedo deixou de cumprir compromissos que tinha na capital do Paraná, perdendo, inclusive, uma consulta médica que havia agendando para esta manhã. *VEJA TAMBÉM: * Roraima - Eucatur é condenada a pagar indenização * Amazonas - Protesto de motoristas e cobradores deixa 50 mil pessoas sem transporte em Manaus
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