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NOTA DE REPÚDIO: Fesec questiona decisão do prefeito de não repassar recursos para o Carnaval

Perguntamos: - Se há 3 anos a prefeitura vem negando investimento na cultura popular e utilizando essa verba para resolver essas questões estruturantes e não resolve; isso é falta de que?

Assessoria Fesec

13 de Fevereiro de 2020 às 09:41

Foto: Divulgação

ESCLARECIMENTOS

 

Mais uma vez a prefeitura, através do seu principal gestor, sem consultar as Escolas de Samba, resolve negar o repasse financeiro que seria investido no desfile das Escolas de Samba inviabilizando assim, o evento que estava marcado para o dia 29 de fevereiro;

 

Essa verba existe e foi disponibilizado através de economia (durante todo o ano de 2019) pela Câmara de Vereadores e parte dessa economia foi votada e destinada, por unanimidade, à cultura dentre os vários segmentos, dentre elas, as Escolas de Samba (Infelizmente, a Câmara não teve força política pra se impor frente ao poder municipal);

 

Eis que, pelo 3° ano (2017, 2019 e 2020) e a 15 dias do evento, o prefeito de forma unilateral decide não investir na cultura popular com os mesmos argumentos hipócritas de 3 anos atrás, ou seja, retirará verba reservada à cultura para resolver o problema da: Saúde, Educação e Estrutura (que já possuem seus próprios orçamentos);

 

Perguntamos: - Se há 3 anos a prefeitura vem negando investimento na cultura popular e utilizando essa verba para resolver essas questões estruturantes e não resolve; isso é falta de que? (de uma coisa temos certeza, não é culpa das Escolas de Samba).

 

Pelo contrário, as Escolas de Samba propiciam e geram:

 

- Trabalho e renda através de centenas de trabalho direto e indiretos;

 

- Não obtém lucros pois suas fantasias são doadas (gratuitas);

 

- Não cobramos ingressos ao público;

 

- Recolhemos impostos à prefeitura. Portanto, o dinheiro volta aos cofres públicos;

 

- Nosso evento é familiar (de comunidade com envolvimento social);

 

- Nosso público é composto em sua maioria de crianças, adolescentes e idosos;

 

- Propiciamos um teatro a céu aberto, organizado e com segurança aos expectadores;

 

- O desfile das Escolas de Samba tem mais de 60 anos de tradição em Porto Velho;

 

- O desfile de Escolas de Samba é costume genuinamente brasileiro;

 

- Nossas Escolas de Samba são Patrimônio Imaterial do Município de Porto Velho lei criada esse ano pela Câmara Municipal.

 

• Colocamos estas questões para esclarecer que, estão usando de falácias para convencer (e ficar bem com a opinião pública) da austeridade e da incompetência da administração municipal e, escolhendo como vilão (todo ano é isso), o “carnaval” e a Cultura Popular.

 

• Nosso receio é a prefeitura utilizar o mesmo critério, por uma questão de justiça, e não apoiar os demais eventos que irão acontecer daqui a pouco como: Baile Municipal, Marcha pra Jesus, Flor do Maracujá, Viva Cristo, Boto Rock, Blocos de Trio Elétricos, a Banda do vai quem quer, etc.

 

 

CONSIDERAÇÕES E REPÚDIO:

 

▪Considerando a histórica e contribuição das Escolas de Samba, como resistência e valorização deste ritmo na cidade de Porto Velho;

 

▪Considerando que o desfile das Escolas de Samba faz parte do alendário municipal e nacional;

 

▪Considerando que o direito, acesso e apoio à Cultura, está previsto no Artigo 215 da Constituição Federal;

 

▪Considerando que as Escolas de Samba, vêm de um ano inteiro de expectativa e muito trabalho;

 

▪Considerando que as Escolas de Samba de Porto Velho são Patrimônio Cultural Imaterial dessa capital;

 

▪Considerando que em Respeito às manifestações culturais as ações e decisões do Prefeito, deveriam no mínimo vir pelo menos com 90 dias de antecedência;

 

▪Considerando que tomar decisão a menos de 15 dias desta festa popular é querer destruir a história do samba de nossa cidade;

 

▪Considerando sobretudo que, assim como os outros movimentos culturais, as Escolas de Samba são movidas por pessoas que além de seus sonhos e ilusões investem todo seu potencial profissional e artístico;

 

▪Considerando a falta de vontade política da prefeitura (o gestor não gosta de Escolas de Samba);

 

▪Considerando o ódio e preconceito com esse segmento da cultura popular (Escola de Samba);

 

Por esses motivos, manifestamos nosso repúdio e indignação a atitude do Prefeito de Porto Velho pela decisão unilateral daquele órgão e pela falta de compromisso, respeito para com a maior manifestação da Cultura Popular da nossa cidade e do Brasil.

 

A Diretoria da FESEC e suas filiadas.

 

FESEC é filiada a FENASAMBA – Federação Nacional das Escolas de Samba – São Paulo (SP)

 

Direito ao esquecimento

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