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TRAGÉDIA: Equador retira 150 corpos de casas; funerárias enfrentam caos por conta da covid-19

Autoridades, porém, não confirmaram quantas vítimas da Covid-19 estão entre os mortos

ASSESSORIA

02 de Abril de 2020 às 11:34

Foto: Divulgação

O governo do Equador informou nesta quarta-feira (31) que removeu 150 cadáveres que estavam em várias casas em Guayaquil. A cidade portuária enfrenta um colapso do sistema funerário após o aumento da demanda por conta da pandemia de coronavírus.

 

As autoridades não confirmaram quantas vítimas da Covid-19 estão entre os 150 mortos retirados em uma força-tarefa conjunta entre a polícia e militares criada pelo governo.

 

Jorge Wated, porta-voz da ação, disse à agência France Presse que falhas nas equipes de recolhimento dos corpos fizeram com legistas não atendessem rapidamente aos casos. Além disso, o país instaurou um toque de recolher de 15 horas por conta do coronavírus.

 

Denúncias em redes sociais

 

Como resultado, o povo de Guayaquil começou a publicar nas redes sociais vídeos de corpos abandonados nas ruas e mensagens de ajuda de parentes para enterrar seus mortos.

 

São diversos vídeos e testemunhos sobre pessoas morrendo fora dos hospitais e corpos esperando dias para serem coletados em casa.

 

“Meu tio morreu em 28 de março e ninguém vem nos ajudar”, disse a equatoriana Jésica Castañeda à rede britânica . “Ligamos para o 911 e nos pediram paciência. O corpo ainda está na cama, onde ele morreu, porque ninguém pode tocá-lo.”

 

A jornalista Blanca Moncada, do jornal “Expresso”, fez uma série de postagens no Twitter solicitando informações de parentes e vizinhos de pessoas que estão nessa situação.

 

“Busco quantificar a magnitude dessa tragédia porque, em questão de números, Guayaquil é agora uma grande nuvem cinza”, disse à BBC.

 

A província de Guayas cuja capital é Guayaquil, concentra 70% dos casos da Covid-19 no Equador, que tem 2.758 infectados e 98 vítimas fatais desde 29 de fevereiro, segundo dados oficiais.

 

De acordo com o jornal equatoriano El Universo, “não há dados oficiais sobre quantas pessoas morreram e seus corpos não foram removidos, nem sobre as execuções realizadas. No entanto, de acordo com uma lista que a polícia tem que ir aos levantes e que este jornal pode acessar, nesta terça-feira quase 450 corpos foram registrados na lista de espera para serem removidos das casas”.

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